Ceará conhece solução blockchain para monetização da água

CearaPar leva à Casa Civil projeto pioneiro para monetizar operações de dessalinização e reúso de água usando tecnologia de registro distribuído

A CearaPar (Companhia de Participação e Gestão de Ativos do Ceará S/A) apresentou à Casa Civil do Governo do Estado um projeto estratégico que propõe o uso de tecnologia blockchain para criar e gerenciar um Sistema de Créditos Hídricos (SCH), que pode contribuir para monetização da água por meio de tokens RWA.

A iniciativa, apresentada pela diretora-presidente Luiza Martins ao assessor especial de Inovação da Casa Civil, Antônio Gomes Vidal, visa transformar a água em um ativo financeiro transacionável, garantindo transparência e segurança jurídica através da tecnologia de livros-razão distribuídos. O novo projeto foi um dos temas da visita divulgada no dia 28 de janeiro de 2026.

A visita à Casa Civil reforça o papel da CearaPar como braço técnico do Estado na estruturação de projetos estratégicos e na articulação institucional entre órgãos governamentais, contribuindo para o desenvolvimento econômico e socioambiental do Ceará“, afirmou a diretora presidente, Luiza Martins.

Com apoio até UNIDO, projeto blockchain para monetização da água tem avançado no Ceará

O Sistema de Créditos Hídricos opera como um mercado voluntário, gerando créditos através de eficiência hídrica real.

Em outubro de 2025, por exemplo, o Grupo de Trabalho composto por especialistas da Secretaria de Recursos Hídricos (SRH), Secretaria do Meio Ambiente (SEMA), Secretaria da Fazenda (SEFAZ-CE), da parceira tecnológica Hypercube, a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) e a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) se reuniram para tratar sobre o tema.

A ideia é levar para indústrias que adotam reúso, dessalinização ou captação de chuva a criação de ativos, representando a água efetivamente poupada ou adicionada ao sistema de abastecimento.

Um diferencial é o mecanismo de financiamento perpétuo, onde a lei estipula que 30% de cada transação seja reinvestido na infraestrutura estadual.

A taxa garante que a negociação do ativo digital financie diretamente obras reais de segurança hídrica, criando um ciclo virtuoso de recursos.

A integridade é garantida pela tecnologia blockchain da parceira Hypercube, registrando cada metro cúbico para evitar dupla contagem.

Enquanto a tecnologia assegura rastreabilidade, a Cogerh atua como validadora técnica, confirmando a economia real de água antes da emissão oficial do ativo digital.

Com os recentes avanços no estado do Nordeste brasileiro, fica claro que a água entrou no debate envolvendo blockchain.

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Bruno Costa
Bruno Costahttps://bruno-costa.com
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4).

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