Coinbase e Mercado Bitcoin desistem de fusão, diz jornal

Coinbase desiste do Mercado Bitcoin, mas não do Brasil

Bandeira da Coinbase.
Bandeira da Coinbase.

Após boatos de que a Coinbase estaria interessada em comprar a exchange brasileira Mercado Bitcoin, as conversas entre as duas empresas parecem ter encerrado, sem um acordo. A notícia foi noticiada pela Bloomberg, que obteve conhecimento através de fontes anônimas.

Momento acontece cerca de um ano após a Coinbase realizar seu IPO e com as ações da empresa, listadas na Nasdaq sob o ticker COIN, estarem em forte queda desde novembro. Portanto, a aquisição do Mercado Bitcoin poderia ser uma tentativa da empresa na expansão de seus negócios.

Sendo uma das mais antigas exchanges brasileiras, e ainda uma das maiores, o Mercado Bitcoin poderia ser peça fundamental para competir com a Binance. Afinal, hoje esta última é responsável por 76,5% do volume de negociações de criptomoedas com real (BRL), segundo o Mercado Cripto.

Coinbase desiste do Mercado Bitcoin, mas não do Brasil

Embora a Coinbase tenha desistido da compra do Mercado Bitcoin, a exchange americana não desistiu do Brasil, pelo contrário. Nesta terça-feira (3), a empresa anunciou a Coinbase Brasil, bem como a contratação de profissionais através de eventos a serem realizados nas próximas semanas.

Outro destaque foi a contratação de Fabio Tonetto Plein como diretor da empresa no Brasil, há duas semanas. Anteriormente Plein passou por outras gigantes como PicPay e Uber.

“Na semana passada, juntei-me à Coinbase com a responsabilidade de fazer parceria com Marcello Azambuja na construção de uma equipe de talentos que trabalhará duro para cumprir a missão da Coinbase no Brasil”, afirmou Fabio Tonetto Plein em comunicado. “Já estamos contratando (Engenharia, Design e Head de Pagamentos) para começar a formar a equipe do Brasil.”

Tal interesse no Brasil está ligado ao grande volume de negociações e a forte adoção (de ~5%) de uma das maiores populações do mundo. Sendo assim, não é surpresa que as maiores exchanges do mundo queiram participar deste mercado.

Além da Coinbase, a própria Binance — já dominante em volume — é outra com grandes planos para o Brasil. Portanto, estas gigantes devem pressionar cada vez mais as empresas nacionais.

Concorrência é boa para usuários

Não chegando a um acordo, a chegada da Coinbase no Brasil pode virar uma dor de cabeça para o Mercado Bitcoin. Afinal, além de ser a maior exchange nos EUA, é a segunda maior do mundo. Contudo, após uma recente rodada de investimentos, a 2TM (empresa-mãe do Mercado Bitcoin) está avaliada em US$ 2,2 bilhões, um número expressivo.

Por fim, esta briga deve beneficiar os brasileiros. Afinal, a chegada de exchanges internacionais já obrigaram as nacionais a, por exemplo, baixarem as taxas de saque para manter seus clientes. Sendo assim, podemos esperar ainda mais melhorias com mais empresas disputando nosso mercado.

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Henrique Kalashnikov
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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