Corretora da Argentina lança primeiro cartão lastreado em bitcoin

Lemon diz que usuários podem travar seus bitcoins para gastar com seus cartões e não precisar vender seus satoshis

A corretora de criptomoedas Argentina Lemon, uma das maiores fintechs cripto do país, anunciou o lançamento do seu primeiro cartão lastreado em bitcoin para clientes.

Com a iniciativa, todos os usuários do serviço poderão travar seus satoshis no aplicativo, gerando um saldo em Peso argentino para consumo. Assim, com o bitcoin lastreando as operações, os clientes não precisam vender nada de imediato e conseguem ter liquidez com seus BTCs.

O crédito gerado pelo bitcoin travado indica que o cliente tem um histórico comprovado, ou seja, não precisa nem mesmo nome limpo para conseguir acesso ao recurso. Na prática, o bitcoin se mostra uma reserva de valor no negócio, gerando um recurso que dispensa até o sistema bancário da equação.

No sábado (17), a empresa publicou que até o ChatGPT já a reconhece como a pioneira em lançar um cartão de crédito lastreado em bitcoin na Argentina.

Cartão de Bitcoin bandeira Visa para moradores da Argentina pressiona sistema bancário?

O cartão lastreado em bitcoin da Lemon utiliza a bandeira Visa, indicando que tem uma utilização para compras internacionais, físicas ou virtuais. Além disso, qualquer estabelecimento que aceita a bandeira permite o consumo de quem utiliza o novo meio de pagamento.

Contudo, para utilizar o serviço é necessário ter pelo menos 18 anos, documentos argentinos e uma conta válida na Lemon. Assim, o cartão pré-pago permite uma utilização suave, indica a empresa, após o cliente travar valores.

Quem desejar travar valores em Pesos argentinos ou bitcoin, acessa o serviço do cartão para consumo, com compras gerando ainda um cashback de 2% em BTC.

Em nota pública, a Lemon ainda declarou que os primeiros três meses não terão cobrança de taxa de manutenção, graças a uma parceria com a Rootstock. “Depois disso, custa $7.500/mês e só é cobrado se você usar o serviço. Se você comprar US$ 150 ou mais em criptomoedas, é grátis. Se você não pagar o mínimo, o sistema cobre a dívida em até 48 horas“, disse a empresa no X.

Na prática, o lançamento mostra uma nova versão de acesso ao crédito lastreado que pressiona o sistema bancário tradicional. Isso porque, para obter dinheiro ao travar o bitcoin no serviço, os clientes não precisam nem mesmo comprovar suas situações financeiras, o “histórico bancário”, ou ser um cliente de longo prazo na instituição.

No futuro, iniciativas similares poderão surgir em todo o mundo, na medida em que a adoção institucional do bitcoin avança em um ritmo acelerado, inclusive no Brasil.

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Bruno Costa
Bruno Costahttps://bruno-costa.com
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4).

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