Criptomoeda de cartas Pokémon e One Piece colapsa 95% apenas 4 horas após lançamento
22/01/2026 12:44 12:44
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Trove dizia que poderia ser primeira e maior plataforma de negociações de cartas Pokémon, mas investidores perderam seus investimentos iniciais (Reprodução)
A recém-fundada plataforma Trove Markets, que prometia um marketplace de troca de cartas Pokémon, One Piece e outras, viu sua criptomoeda $TROVE morrer em apenas 4 horas após o lançamento.
Inicialmente cotada em US$ 0,0201 por unidade, o TROVE rapidamente despencou para US$ 0,001, uma queda de 95% em poucas horas de negociações disponíveis no mercado no dia 19 de janeiro.
Token TROVE ligado a marketplace de cartas Pokémon morreu em 4 horas após lançamento (Reprodução).
O valor de mercado do projeto inicial de 15 milhões de dólares então entrou em colapso total, caindo para apenas 100 mil na mínima do período. A situação brutal levou muitos a pensarem que o projeto aplicou mais um rug pull nos investidores, ou seja, uma fraude de puxada de tapete.
Com mais de 11 milhões de dólares captados, projeto de cartas Pokémon via criptomoedas morre e chama atenção da comunidade
Os investidores mantinham uma atenção ao projeto que arrecadou mais de US$ 11 milhões até o fim do ICO, no dia 16 de janeiro de 2025. Contudo, os tokens só começaram a ser enviados aos investidores no dia 19 de janeiro, última terça-feira.
“Já arrecadamos mais de US$ 11,5 milhões na ICO da Trove. Todos os participantes receberão reembolsos proporcionais e $TROVE antes do TGE. O TGE terá início em 20 de janeiro, às 17h UTC. A ICO será prorrogada por 5 dias para garantir uma distribuição justa e de alta qualidade para usuários reais e membros da comunidade de longo prazo. O encerramento será em 16 de janeiro, às 17h UTC.”
Alegando ser a primeira corretora descentralizada (DEX) para ativos colecionáveis, tokens RWA, ações de empresas tokenizadas e mercados de previsão, a plataforma prometia inovações e atraiu grande interesse, até sua morte prematura.
Um dos pontos que chamou atenção foi uma mudança repentina de blockchain, saindo da Hyperliquid para a Solana, um dia antes de liberar os tokens ao público.
anúncio partiu de um dos desenvolvedores, atraindo grande ira dos investidores que queriam seguir com a Hyperliquid.
Trove migrou para Solana de última hora e irritou investidores (Foto/X).
Três dias depois, nesta quinta-feira (22), cada $TROVE custa apenas US$ 0,00007 cada, derretendo 99% no mercado e perdendo totalmente seu valor.
O caso mostra um lançamento desastroso com alguns suspeitando de fraudes, que alerta para os grandes riscos de se investir em criptomoedas novas e sem grandes fundamentos.
Vale lembrar que o tema de cartas Pokémon tem atraído grande interesse mundial com a valorização de alguns colecionáveis, como cartas raras de Charizard e outras. No Brasil, o Primo Rico é um dos que aderiu à moda de colecionar cartas e tem mostrado para investidores suas compras.
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Bruno Costa
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4). Graduado em Jornalismo pela Universidade Europeia, Bruno aprofundou sua expertise com formações como o curso DAO Fundamentals (EDU Trainings) e o Web3 Solidity Bootcamp (Metana). Sua cobertura inclui adoção de DeFi em mercados emergentes, cultura NFT na América Latina e análises de UX em aplicações descentralizadas. Entre suas principais competências estão reportagem investigativa, análise do mercado cripto, construção de narrativa e estratégia de conteúdo. No Brasil, o público o conhece por portais como Cointimes.com.br, onde é colaborador regular, além de suas reportagens investigativas que revelaram golpes no setor DeFi. Uma de suas séries chegou a contribuir para alertas regulatórios e maior fiscalização por parte da CVM. Seu guia sobre stablecoins alcançou mais de 50 mil leitores e foi referenciado por três grupos acadêmicos de pesquisa, enquanto sua consultoria para uma carteira DeFi ajudou a redesenhar o conteúdo de onboarding e atraiu mais de 10 mil novos usuários. Bruno já foi citado pelo Valor Econômico, fez coberturas presenciais na São Paulo NFT Expo e no Rio Blockchain Meetup, e participou de grandes eventos como a SP Tech Week e a Blockchain Conference Brasil, onde discutiu temas sobre regulação do DeFi, UX e inovação. Curioso e criativo, com um forte foco em conectar tecnologia e cultura, ele costuma lembrar colegas e leitores de que “Journalism should empower readers with clarity in a world full of crypto hype and misinformation.” Disclaimer: Todo o conteúdo aqui apresentado diz respeito a temas de criptomoedas, blockchain e Web3 e possui caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento financeiro, de investimento ou jurídico. As análises refletem a experiência e a pesquisa pessoal do autor. O nome do autor é utilizado como pseudônimo. Sempre faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões no ecossistema cripto.
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