Danter Silva, da Unick Forex, não paga fiança de R$ 200 mil e continua na prisão

Outros três membros do esquema também não pagaram fiança e seguem presos

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O diretor da Unick Forex, Danter Silva, não pagou a fiança de R$ 200 mil estipulada pela Justiça e continua preso na Penitenciária Estadual de Canoas (Pecan). Além dele, outros dois membros do esquema – Marcos da Silva Kronhardt e Paulo Sérgio Kroeff – também seguem detidos.

A informação de que não houve o pagamento da fiança foi confirmada pela Justiça Federal do Rio Grande do Sul. O escritório de advocacia Nelson & Wilians Advogados Associados, que defende os três acusados e a Unick Forex, foi contatado pela reportagem para comentar, mas ainda não enviou resposta.

Prisão de Danter e dos outros membros foi revogada em fevereiro

Danter Silva e os outros dois membros da Unick Forex tiveram a prisão temporária decretada em outubro do ano passado. Naquele mês, a Polícia Federal deflagrou a Operação Lamanai, que derrubou o esquema investigado por ter captado de forma ilegal cerca de R$ 29 bilhões de 1,5 milhão de pessoas.

Em novembro, as prisões de Danter e de outros envolvidos no esquema foram convertidas em preventiva. Na época, a Justiça informou que a manutenção do encarceramento era necessária para a “garantia da ordem pública”.

No mês passado, no entanto, a juíza Karine da Silva Cordeiro, da 7ª Vara Federal de Porto Alegre, revogou a prisão de Danter Silva, Marcos da Silva Kronhardt e Paulo Sérgio Kroeff.

Segundo a decisão, as prisões seriam convertidas em medidas alternativas diversas, definidas de acordo com o papel de cada um no esquema. A liberdade dos três, entretanto, estava condicionada ao pagamento de R$ 200 mil, o que não aconteceu.

Nenhum deles pagou fiança ainda, por isso nenhum está solto

Por que a Justiça havia liberado os três?

De acordo com a decisão da juíza Karine, Danter Silva não precisaria mais ficar detido porque, apesar de ter uma posição de destaque na Unick Forex, seu grau de protagonismo não se comparava ao de outros membros do esquema, como Leidimar Lopes e Fernando Lusvarghi, por exemplo.

A mesma justificativa foi usada para revogar a prisão de Marcos da Silva Kronhardt – identificado na investigação como a pessoa responsável pela realização das operações no mercado Forex – e Paulo Sérgio Kroeff.

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Lucas Gabriel Marins
Jornalista desde 2010. Escreve para Livecoins e UOL. Já foi repórter da Gazeta do Povo e da Agência Estadual de Notícias (AEN).
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