Diretor da Coinbase diz que taxação de criptomoedas igual proposta do Governo Lula “não existe em nenhum país”

Fabio Plein comenta plano da equipe econômica de cobrar imposto de câmbio sobre stablecoins e alerta para o risco de desincentivo à tecnologia no Brasil

O plano do governo federal de taxar transações com criptomoedas gera forte reação no mercado financeiro digital. A proposta da equipe econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva visa cobrar uma alíquota de 3,5% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre a negociação de moedas estáveis (stablecoins) nas corretoras, em uma manobra para equiparar o ativo ao mercado de câmbio tradicional.

O diretor regional para as Américas da Coinbase, Fabio Plein, alertou para os riscos do projeto e destacou a total falta de paralelos no exterior, conforme nota encaminhada para o Livecoins. O executivo defendeu que a taxação cria consequências não intencionais e pune indivíduos e empresas com custos extras.

Não tem nenhum país no mundo com tributação sobre remessas, como está sendo debatido aqui na questão do IOF sobre stablecoins“, afirmou o diretor.

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Diretor da Coinbase Brasil alerta contra retrocesso tecnológico

A liderança da corretora no Brasil vê a medida como um freio na modernização do sistema financeiro nacional. Plein explicou que as stablecoins possuem um papel distinto no ecossistema de ativos digitais, com uso em larga escala para a liquidação eficiente de valores, a gestão de tesouraria de companhias e a redução de atritos em transferências sem fronteiras.

O executivo demonstrou preocupação com o impacto do imposto no bolso dos usuários comuns e no caixa das corporações. “Caso se torne realidade, o Brasil será um caso único no mundo de desincentivo dessa tecnologia. Espero que a gente não vá por esse caminho“, declarou Plein.

A proposta de equiparação cambial esbarra na legislação em vigor aprovada pelo Congresso. O representante da plataforma lembrou que o Marco Legal dos Criptoativos no Brasil separa de forma clara os ativos digitais do mercado de câmbio.

Uma eventual tributação com essa natureza exigiria a aprovação de uma lei complementar no parlamento, sem espaço para taxa via decreto do Poder Executivo.

O executivo cobrou a abertura de um canal de diálogo institucional para preservar a segurança jurídica das empresas do setor e apoiar a inovação de forma responsável.

Plein citou o processo de colaboração conduzido pelo Banco Central para a criação das regras atuais como um modelo ideal para a condução do debate com o Ministério da Fazenda.

O Brasil ocupa o posto de um dos dez países prioritários para a operação global da Coinbase. A corretora promete levar essa defesa técnica para a consulta pública sobre a taxação das stablecoins, prevista para ter início nos próximos dias.

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Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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