Efatá Bitcoin fecha empresa que prestava serviço para pirâmide Unick Forex

Antigos líderes do esquema da Unick estão tentando acabar com todos os vínculos com a antiga pirâmide. Polícia Federal investiga vários ex líderes da empresa.

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Efatá Bitcoin garantindo que a Unick era sustentável em vídeo

Quando a Unick Forex foi encerrada pela operação Lamanai em 2019, os principais líderes foram presos. Agora, uma empresa que prestava serviço para a Unick foi encerrada.

A operação Lamanai colocou atrás das grades os principais líderes da Unick Forex. Outros ainda são investigados, mas lutam para tentar se dissociar da organização criminosa que lesou pelo menos um milhão de brasileiros.

Após a finalização da Unick muitos tentaram criar empresas semelhantes, como a Moguro, por exemplo, que já atrasa pagamentos de seus investidores. Um dos líderes dessa última, está dissolvendo sua empresa que prestava serviço para a pirâmide Unick.

Empresa que prestava serviço para Unick Academy é encerrada

Foi publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo nessa terça (28) o encerramento de uma empresa ligada a Unick Forex. A Efatá Bitcoin entrou com um pedido de Distrato Social, no último dia 14.

Com isso, a empresa dá seguimento a um processo de extinção, ao passo que a Unick foi encerrada no último ano. O Efatá Bitcoin era líder da Unick Forex, sendo que pesquisas realizadas pela reportagem no próprio Google mostram a relação entre as empresas.

Busca por Efatá Bitcoin no Google mostra relação com a Unick Forex
Busca por Efatá Bitcoin no Google mostra relação com a Unick Forex – Reprodução/Pesquisa Google

Eduardo Tamir da Silva, responsável pelo canal Efatá Bitcoin é conhecido por ser um líder da Unick Forex, possuindo um Canal no Youtube com mais que 30 mil inscritos. Por lá, atualmente não há nenhum conteúdo vinculado a Unick, segundo apuração da reportagem. Todos os vídeos da Unick foram deletados de seu canal.

No entanto, um vídeo antigo mostra o Efatá Bitcoin “garantindo” que a Unick era uma empresa sustentável

Eduardo Tamir da Silva, responsável pelo canal Efatá Bitcoin

A Polícia Federal investiga vários líderes da Unick Forex, alguns deles estão tentando esconder todas as conexões que possuíam com a empresa.

A publicação do Distrato Social da Efatá Bitcoin foi publicada no Diário Oficial de São Paulo nesta última terça (28). A empresa durou menos de um ano, uma vez que a “EFATA BITCOIN CURSOS ONLINE” foi registrada em abril de 2019.

Entenda o que é um processo de Distrato Social

O processo de Distrato Social é uma forma de, juridicamente, encerrar uma empresa. De acordo com o artigo 9 da Lei Complementar Nº 123, de 14 de Dezembro de 2006, fica informado as bases para o chamado Distrato Social. Essa acontece quando os sócios de uma empresa resolvem dissolver a sociedade.

Em resumo, o distrato social contempla todas as ações que serão tomadas para encerrar uma empresa. Ainda sim, caso esta possua obrigações tributárias, previdenciárias ou trabalhistas, terão os sócios a Responsabilidade Solidária. Essa informação consta no parágrafo 5.º da referida Lei Complementar.

A reportagem do Livecoins procurou os sócios da Efatá Bitcoin para comentarem sobre o encerramento da empresa. A reportagem buscou informações sobre a relação deste distrato com o fechamento da Unick Forex e os atrasos da Moguro, mas até o fim desta não haviam respondido aos questionamentos. O espaço fica aberto para manifestação.

Entenda o caso da Unick Forex

A Unick Forex surgiu nos últimos anos com uma empresa que prometia dobrar capital em até 6 meses com investimento em Bitcoin. Contudo, era apenas uma falácia para enganar os possíveis clientes.

Como é de se esperar em toda pirâmide, a partir de junho de 2019 a empresa passou a atrasar os pagamentos prometidos aos investidores. Já em em outubro, uma operação da Polícia Federal prendeu os principais líderes desta. A Operação Lamanai entrou em ação para apurar crime contra o sistema financeiro nacional, ou seja, pirâmide financeira.

A empresa possui atualmente uma investigação conduzida pelo MPF com apoio da PF. Nos últimos dias, foi ventilada a informação de que um dos réus irá fazer uma delação premiada e expor todo o esquema. As informações da Polícia Federal no ato da prisão deram conta que mais de R$ 20 bilhões foram captados pela Unick Forex. O caso corre em segredo de justiça;

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