EUA sanciona endereços de Ethereum de hackers e alerta sobre risco de bloqueio

Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) atualiza lista negra com carteiras ligadas a hackers norte-coreanos e seus diversos codinomes

O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), vinculado ao Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, atualizou sua lista de Nacionais Especialmente Designados (SDN) com novas informações sobre o Lazarus Group. A entidade governamental identificou e bloqueou uma série de endereços de criptomoedas na rede Ethereum (ETH) controlados pela organização cibercriminosa.

A atualização mira as atividades ilícitas da Coreia do Norte sob o programa de sanções DPRK3, indicando que o Lazarus Group tem ligações diretas com o regime ditatorial.

O documento oficial aponta que o grupo opera diretamente do Distrito de Potonggang, em Pyongyang, e utiliza a infraestrutura de criptomoedas para evadir restrições financeiras internacionais.

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As autoridades listaram diversas carteiras digitais que agora estão proibidas de interagir com o sistema financeiro americano ou com cidadãos dos EUA. Entre os endereços de Ethereum (ETH) sancionados estão:

  1. 0x098B716B8Aaf21512996dC57EB0615e2383E2f96
  2. 0xa0e1c89Ef1a489c9C7dE96311eD5Ce5D32c20E4B
  3. 0x3Cffd56B47B7b41c56258D9C7731ABaDc360E073
  4. 0x53b6936513e738f44FB50d2b9476730C0Ab3Bfc1
  5. 0x35fB6f6DB4fb05e6A4cE86f2C93691425626d4b1
  6. 0xF7B31119c2682c88d88D455dBb9d5932c65Cf1bE
  7. 0x3e37627dEAA754090fBFbb8bd226c1CE66D255e9
  8. 0x08723392Ed15743cc38513C4925f5e6be5c17243

A ferramenta de busca de sanções alerta que qualquer transação enviada ou recebida dessas contas constitui uma violação federal.

Ou seja, usuários devem se atentar para transações com desconhecidos em todo o mundo, ou podem ser incluídos na lista futuramente por misturar valores com um “endereço contaminado”.

Codinomes dos hackers expostos e ramificações do grupo entram na mira do Tesouro dos EUA em nova rodada de sanções a endereços de criptomoedas

O comunicado detalha a extensa rede de identidades falsas e subgrupos utilizados pelos hackers estatais para camuflar suas operações. A atualização da lista ocorreu na sexta-feira (16).

O Lazarus Group atua sob diversos pseudônimos no cenário de segurança cibernética, sendo os mais novos conhecidos divulgados pelos EUA.

  • HIDDEN COBRA
  • GUARDIANS OF PEACE
  • OFFICE 91
  • THE NEW ROMANTIC CYBER ARMY TEAM
  • WHOIS HACKING TEAM
  • RED DOT
  • TEMP.HERMIT
  • GROUP 77
  • ZINC
  • APT-C-26
  • APPLEWORM

A lista abrange também nomenclaturas técnicas atribuídas por empresas de segurança, como “APT-C-26” e “Temp.Hermit“.

Desta forma, o governo americano busca abarcar todo o espectro de atuação da entidade, dificultando que eles utilizem marcas alternativas para continuar operando no mercado de criptoativos.

A inclusão na lista SDN acarreta o congelamento imediato de quaisquer bens que essas entidades possuam sob jurisdição dos Estados Unidos.

Além disso, corretoras de criptomoedas e instituições financeiras globais devem bloquear essas carteiras para evitar sanções secundárias por facilitarem a lavagem de dinheiro.

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Bruno Costa
Bruno Costahttps://bruno-costa.com
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4). Graduado em Jornalismo pela Universidade Europeia, Bruno aprofundou sua expertise com formações como o curso DAO Fundamentals (EDU Trainings) e o Web3 Solidity Bootcamp (Metana). Sua cobertura inclui adoção de DeFi em mercados emergentes, cultura NFT na América Latina e análises de UX em aplicações descentralizadas. Entre suas principais competências estão reportagem investigativa, análise do mercado cripto, construção de narrativa e estratégia de conteúdo. No Brasil, o público o conhece por portais como Cointimes.com.br, onde é colaborador regular, além de suas reportagens investigativas que revelaram golpes no setor DeFi. Uma de suas séries chegou a contribuir para alertas regulatórios e maior fiscalização por parte da CVM. Seu guia sobre stablecoins alcançou mais de 50 mil leitores e foi referenciado por três grupos acadêmicos de pesquisa, enquanto sua consultoria para uma carteira DeFi ajudou a redesenhar o conteúdo de onboarding e atraiu mais de 10 mil novos usuários. Bruno já foi citado pelo Valor Econômico, fez coberturas presenciais na São Paulo NFT Expo e no Rio Blockchain Meetup, e participou de grandes eventos como a SP Tech Week e a Blockchain Conference Brasil, onde discutiu temas sobre regulação do DeFi, UX e inovação. Curioso e criativo, com um forte foco em conectar tecnologia e cultura, ele costuma lembrar colegas e leitores de que “Journalism should empower readers with clarity in a world full of crypto hype and misinformation.” Disclaimer: Todo o conteúdo aqui apresentado diz respeito a temas de criptomoedas, blockchain e Web3 e possui caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento financeiro, de investimento ou jurídico. As análises refletem a experiência e a pesquisa pessoal do autor. O nome do autor é utilizado como pseudônimo. Sempre faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões no ecossistema cripto.

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