A FTX, corretora de criptomoedas que declarou falência em 2024, hoje teria mais de US$ 100 bilhões em ativos caso a fraude não fosse descoberta. Isso porque diversas empresas em seu portfólio passaram por uma forte valorização nos últimos anos.
Os números foram compartilhados pelo perfil de Sam Bankman-Fried, fundador da FTX, que segue preso nos EUA.
O problema é que esses investimentos foram feitos com o dinheiro dos próprios clientes da corretora. Ou seja, as criptomoedas ali negociadas sequer existiam, causando uma deturpação em todo o mercado.
Sam Bankman-Fried compartilha possíveis resultados de seus investimentos, mas isso é só mais uma confissão de culpa
A FTX quebrou após uma corrida de saques que provou que a corretora estava insolvente. Caso o golpe não tivesse sido descoberto na data, é possível que a corretora continuasse operando normalmente para sempre, sem nenhum culpado ser preso.
Isso porque os investimentos de Sam Bankman-Fried, principalmente em empresas de IA, passaram por uma forte valorização recentemente.
O maior exemplo fica para a Anthropic, que valorizou 165 vezes e hoje a posição da FTX estaria valendo US$ 82,3 bilhões. Outro caso é o da Cursor, onde US$ 200 mil teriam sido transformados em US$ 3 bilhões.
“Muitos casos assim”, comentou SBF.

Em outra postagem, SBF chega a colocar a culpa nos credores da FTX ao dizer que eles erraram ao vender uma participação de 8% na Anthropic com um desconto de 98%.
Apesar da sua genialidade, ou sorte, nos investimentos, as postagens do ex-bilionário funcionam mais como uma nova confissão do que qualquer outra coisa.
Isso porque o dinheiro não era seu, mas sim de seus clientes, que estavam interessados em negociar Bitcoin e outras criptomoedas, não em investir em um fundo.
Como pode ser visto na imagem acima, o portfólio da FTX chegaria a US$ 114 bilhões atualmente. Na data de sua falência, a FTX possuía cerca de US$ 9 bilhões em ativos.
Em outras palavras, hoje eles teriam dinheiro para honrar todos os saques e provavelmente ninguém seria preso. Afinal, não haveria como descobrir a fraude.
