Homem que aplicava golpe com mineração de criptomoedas é sentenciado a 3 anos de prisão

Como destacado pelo Departamento de Justiça dos EUA, Stojanovich foi preso por não conseguir provar que comprou os equipamentos que afirmou ter adquirido. Seguindo, também não provou que minerava nenhuma criptomoeda.

Prometendo lucros com a mineração de criptomoedas, o americano Chester Stojanovich conseguiu arrecadar mais de US$ 2 milhões de dezenas de investidores. No entanto, o golpista usou o dinheiro para benefício próprio, ou seja, não existia nenhuma operação de mineração.

Stojanovich foi preso entre a fronteira dos EUA e do Canadá em abril do ano passado. Mais tarde, em novembro de 2022, declarou-se culpado das acusações de fraude financeira.

Já na última quinta-feira (2), o Departamento de Justiça americano anunciou uma sentença de três anos de prisão para Stojanovich. Além disso, o americano também precisará ressarcir suas vítimas.

“Chet Stojanovich aproveitou uma nova tendência chamativa no setor financeiro, enganando suas vítimas ao fazê-las lhe enviar mais de US$ 2 milhões em troca de tecnologia e equipamento relacionados a criptomoedas que essas vítimas nunca receberam”, comentou o procurador Damian William sobre o caso.

Finalizando, o DoJ aponta que Stojanovich iniciou o esquema em março de 2019 e o golpe só chegou ao fim devido a sua prisão, em abril de 2022. A principal empresa de fachada usada pelo criminoso se chamava Chet Mining, mas o criminoso também contava com outras companhias.

Entendendo golpes de mineração em nuvem

Conforme as criptomoedas se tornaram um assunto amplamente divulgado pela mídia nos últimos anos, muitas pessoas sentem que podem aproveitar a oportunidade para realizar investimentos no setor. Um deles seria a mineração de criptomoedas.

Contudo, sem conhecimento na área, tais investidores procuram (ou são procurados) por terceiros para administrar seu dinheiro.

Dado isso, golpistas aproveitam a oportunidade para oferecer planos de lucro rápido. O problema é que, como no caso acima, os investidores são pagos com o dinheiro que entra de outros investidores, ou seja, um esquema Ponzi.

Como destacado pelo Departamento de Justiça dos EUA, Stojanovich foi preso por não conseguir provar que comprou os equipamentos que afirmou ter adquirido. Seguindo, também não provou que minerava nenhuma criptomoeda.

“[Stojanovich] gastou os fundos em gastos não relacionados e pessoais, incluindo voos aéreos fretados, quartos de hotel, limusines e festas particulares.”

Portanto, este é mais um aviso para duvidar de promessas de rendimentos com mineração de criptomoedas em nuvem. Um bom conselho é visitar o local onde os equipamentos estão instalados, para conferir se os mesmos existem.

Caso contrário, a chance de cair em um golpe é grande. Como consequência, além da perda de seu dinheiro, algum golpista ostentará uma vida de luxo em redes sociais, o que atrairá ainda mais vítimas para seu golpe.

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Henrique HK
Henrique HKhttps://github.com/sabotag3x
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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