Jogador do Goiás Esporte Clube toma calote de R$ 200 mil da BWA Brasil

Além do jogador - que já passou pelo Santos Futebol Clube e pelo clube S.C Braga, de Portugal - outras 1.900 pessoas têm dinheiro preso na empresa.

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Caju santos golpe Bitcoin
Imagem: Reprodução Youtube
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O jogador de futebol Wanderson de Jesus Martins, lateral-esquerdo do Goiás Esporte Clube, tomou um calote de R$ 200 mil da BWA Brasil. A empresa, com sede em Santos (SP), é suspeita de aplicar um golpe com criptomoedas.

O atleta – mais conhecido como Caju – está na lista de credores da BWA Brasil, que recentemente teve o pedido de recuperação judicial aprovado pela Justiça de São Paulo.

Além do jogador, que já passou pelo Santos Futebol Clube e pelo clube S.C Braga, de Portugal, outras 1.900 pessoas têm dinheiro preso na empresa.

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De acordo com a lista de credores, a dívida da BWA Brasil com os investidores soma R$ 295 milhões.

Jogador de futebol que tomou calote começou no juvenil do Santos

A reportagem do Livecoins não conseguiu localizar o jogador Caju para comentar o caso. A assessoria de imprensa do Goiás não atende ao telefone.

De acordo com o Santos Futebol Clube, Caju nasceu em Irecê, município baiano localizado a cerca de 400 quilômetros da capital Salvador. Ele começou a carreira na equipe juvenil do clube paulista.

Em 2014, ele estreou na equipe principal do Santos. Em seguida, o atleta jogou pelo S.C Braga, clube de Portugal.

Histórico da empresa que deu calote no jogador de futebol

A BWA Brasil foi fundada em junho de 2017 pelo empresário Paulo Bilibio, que ficou conhecido no Brasil em novembro de 2018, mês em que foi sequestrado por policiais civis.

A empresa prometia supostos rendimentos fixos em cima de aportes financeiros, assim como fazia outros supostos negócios fraudulentos, a exemplo da Genbit e da Unick Forex.

Desde o final do ano passado, no entanto, nenhum investidor consegue mais fazer saques. Por causa disso, centenas de pessoas entraram na Justiça. Só em São Paulo há 170 processos.

Em maio, a Justiça determinou o bloqueio de bens registrados em nomes dos sócios do negócio. A decisão foi proferida dentro de dois processos movidos por investidores.

No começo deste mês, a 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo acatou o pedido de recuperação judicial feito pelo negócio.

Com o “aval” da Justiça, a BWA se tornou a segunda empresa de criptomoedas do Brasil a conseguir autorização para iniciar a recuperação judicial. A primeira foi o Grupo Bitcoin Banco, de Curitiba (PR), que deve milhões a 6,5 mil investidores.

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Lucas Gabriel Marins
Lucas Gabriel Marins
Jornalista desde 2010. Escreve para Livecoins e UOL. Já foi repórter da Gazeta do Povo e da Agência Estadual de Notícias (AEN).

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