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Justiça manda Banco Central e Receita Federal rastrearem criptomoedas de vítima em golpe que levou R$ 170 mil no Brasil

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A Justiça determinou uma varredura para rastrear fundos desviados em um esquema de falsos lucros de mercado. O processo corre no estado de Goiás e relata a perda de economias em um ambiente de negócios com criptomoedas.

A magistrada Fláviah assinou a decisão no sábado (16) para acionar os órgãos de fiscalização estatal em caráter de urgência. O despacho judicial visa garantir a eficácia do inquérito e a preservação do patrimônio subtraído de uma vítima do crime.

Ao Banco Central do Brasil e à Receita Federal do Brasil, para rastreamento de transações envolvendo criptoativos relacionadas às transferências descritas nos autos, incluindo o endereço de carteira blockchain 0x663c31c889737e2b399b6c1d36bad6b9f6f81a32, identificado nos autos como destinatário de parte dos criptoativos transferidos;“, diz a decisão da justiça de Goiás.

O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) ordenou a quebra de registros dos criminosos nas redes descentralizadas. Desta forma o Banco Central do Brasil (BCB) e a Receita Federal do Brasil (RFB) devem proceder a busca ativa por todo o capital furtado, ou responder para a justiça no caso.

Justiça manda Banco Central e Receita Federal do Brasil rastrear criptomoedas em golpe virtual após perda de R$ 170 mil

O investidor Rodolfo perdeu recursos após entrar em um grupo de conversas em um aplicativo de celular. Tais golpistas prometeram rendimentos altos com o uso de inteligência artificial em uma plataforma suspeita de operar de fachada, chamada Iguabit.

Toda a fraude começou com mensagens de uma suposta assistente identificada sob o nome fictício de “Elena Brooks”. As perdas do cidadão atingiram a quantia de R$ 169 mil com a liberação de doze depósitos bancários sucessivos em curto espaço de tempo.

Os fraudadores converteram todo o dinheiro fiduciário em unidades de ethereum e enviaram o saldo para endereços protegidos por senhas. Contudo, o usuário tentou resgatar os valores nos meses seguintes e sofreu bloqueios sob alegações de falhas técnicas do sistema de resgate na Iguabit.

Autoridades investigam transferências na tecnologia blockchain

A juíza verificou as provas anexadas e atestou a falha no protocolo de segurança de dois bancos. Transferências bancárias ocorreram por intermédio das plataformas da empresa Mercado Pago e de contas do Banco do Brasil.

Documentos fiscais demonstram a ausência de travas preventivas contra envios suspeitos de capital para redes de outras nações. A ordem judicial exige o rastreio da tecnologia blockchain para revelar a identidade dos donos da carteira receptora.

Além disso os peritos deverão cruzar os registros de usuários do governo para entender o trajeto exato das quantias roubadas. Não está claro, entretanto, se os agentes estatais detêm as ferramentas adequadas para rastrear cifras na rede Ethereum.

Tribunal rejeita bloqueio das contas de grandes empresas

A defesa do autor pediu a paralisação do saldo das companhias que processaram as transferências na fase primária da fraude. O plano focou em garantir a restituição do dinheiro sumido por falhas claras nos serviços prestados pelas rés aos seus correntistas.

O tribunal negou o pedido preventivo para resguardar o direito de resposta prévia das duas marcas bancárias acusadas de omissão no caso.

Por fim, o processo a que a reportagem do portal Livecoins obteve acesso mostra que em breve ambas as partes sentarão em uma mesa de conciliação do fórum local para tentar um acordo de devolução do capital.

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Gustavo Bertolucci

Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

Autor:
Gustavo Bertolucci