Minerworld vira manchete no Jornal da Record

Empresa teria inúmeras acusações de operar um esquema de pirâmide financeira por ex-clientes!

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Minerworld vira manchete no Jornal da Record
Minerworld vira manchete no Jornal da Record - Reprodução/Record

A Record TV concentra os esforços em denunciar os golpes envolvendo pirâmides financeiras com criptomoedas nos últimos meses. Na edição da última quarta (10), o Jornal da Record falou sobre o possível golpe da Minerworld, empresa que dizia operar uma fazenda de mineração de Bitcoin.

Com promessas de rendimentos fixos para o futuro, a Minerworld captava clientes com a promessa de dobrar o capital investido no prazo de um ano. Para justificar essa matemágica, a empresa afirmava ter fazendas de mineração e vendia pacotes para seus filiados.

Em conversa com a defesa da Minerworld, o caso é apontado como um ataque hacker, que teria levado os Bitcoins da possível pirâmide. O advogado disse para a reportagem do Jornal da Record que a acusação de pirâmide é descabida. Os clientes, que de fato confiaram, estão há pelo menos dois anos sem receber o que era prometido.

Com acusações de clientes que perderam o dinheiro de uma vida, a Minerworld virou notícia pelo Jornal da Record

A Record certamente tem prestado atenção nos possíveis crimes com pirâmides financeiras envolvendo criptomoedas. Recentemente, o Domingo Espetacular conversou com investidores da Genbit, empresa com sede em Campinas (SP), que teria acusações de operar um esquema fraudulento.

Além disso, o Domingo Espetacular conversou, na última semana, com investidores da Binary Bit, empresa que teve até briga entre os sócios e não pagou o que prometeu. Neste caso, a empresa com sede na Bahia, foi alvo de reportagem no Domingo Espetacular com novas acusações de pirâmide financeira.

Ao vincular, em pouco tempo, reportagens sobre os golpes envolvendo o nome do Bitcoin, a emissora passou a ser procurada com acusações de ex-clientes de outros esquemas. A última a ter seu nome exibido na emissora é a Minerworld, que foi alvo de debate no Jornal da Record da última quarta.

Com promessas de dobrar o capital investido, a Minerworld oferecia planos de investimentos com mineração de Bitcoin. Os clientes, que conheciam o suposto esquema em eventos de luxo ou por indicações de “amigos”, acreditaram que era possível manter um rendimento garantido, muito melhor que a poupança.

Promotor aponta que apenas 30% dos clientes deverá receber alguma coisa e daqui a muitos anos: “Processo é longo”

Em conversa com o Jornal da Record, dois ex-investidores da Minerworld relataram suas perdas. Um dos clientes teria perdido R$ 120 mil na empresa, um dinheiro que juntou por 20 anos com seu trabalho honesto, mas perdeu em apenas dois meses todo o seu sonho.

Além disso, outro cliente teria perdido R$ 50 mil, inicialmente, em investimentos feitos com familiares. Ao acreditar mais no negócio, novamente com a família, investiu mais R$ 250 mil na Minerworld, contudo, viu a empresa ruir em 2018 e nunca mais recebeu as promessas.

O advogado da Minerworld informou que a empresa foi hackeada, por isso, perdeu sua capacidade financeira. De acordo com ele, as acusações que a Minerworld era uma pirâmide financeira são descabidas e não se sustentam.

Com sede no estado do Mato Grosso do Sul, a Minerworld teria lesado pelo menos 50 mil pessoas. A reportagem lembrou ainda que a Minerworld (Miner como era conhecida pelos investidores), hoje é investigada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público do Mato Grosso do Sul.

Em operações contra a Minerworld, foram bloqueados R$ 43 milhões em bens e criptomoedas. Contudo, o promotor que cuida do caso aponta que apenas 30% do prejuízo estimado poderá ser coberto com o valor disponível pela justiça. Além disso, a data para receber algum pedaço desse bolo está longe, pois o processo é lento.

Record vai intensificar denúncias contra pirâmides financeiras com Bitcoin

No próximo domingo (14), o Domingo Espetacular vai exibir uma reportagem sobre a D9 Clube de Empreendedores. A pirâmide financeira tem deixado mortes pelo caminho, mesmo após três anos de seu fim no Brasil.

Ao mesmo tempo, o líder da D9, Danilo Dubaiano, segue com uma vida de luxo em Dubai, após ter aplicado golpes com Bitcoin no Brasil. Danilo inclusive gravou um DVD, e afirma que hoje é um cantor. Com o caso Genbit, Binary Bit, Minerworld, a D9 será a quarta pirâmide usando a imagem do Bitcoin a ser denunciada pela Record nos últimos meses.

Por fim, quando as promessas de rendimentos são astronômicas e fáceis, desconfie, o golpe está a caminho. Perder dinheiro de uma vida toda, como muitos brasileiros têm perdido, é reflexo da falta de interesse em estudar antes de realizar investimentos, preferindo confiar em terceiros, que muitas vezes são golpistas.

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Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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