Nos preparamos para a volatilidade do Bitcoin, diz Michael Saylor

Imagem: MicroStrategy Youtube
Michael Saylor /Imagem: MicroStrategy Youtube

Michael Saylor, fundador e CEO da MicroStrategy, está mostrando-se calmo mesmo com sua empresa amargando um prejuízo de US$ 1 bilhão (R$ 5,1 bi). Segundo o empresário, eles já sabiam da volatilidade do Bitcoin antes de adotá-lo, e prepararam-se para isso.

Dona de uma pilha de 129.218 BTC, equivalentes a R$ 15,6 bilhões, hoje a MicroStrategy é a empresa pública com o maior número de bitcoins em caixa. Mais importante, está sendo observada por outras tantas que pensam em abandonar as moedas fiduciárias.

Portanto, o comportamento da empresa durante o primeiro bear market enfrentando pela mesma merece atenção. Afinal, o amor de Michael Saylor pelo Bitcoin pode levá-lo à falência ou à glória.

MicroStrategy sabia das adversidades

Para Michael Saylor, o futuro das moedas fiduciárias é a morte pela perda de seu valor. Já o Bitcoin possui dois caminhos, também cair para zero ou então chegar a 1 milhão de dólares por unidade.

Apesar de citar que o Bitcoin pode ir a zero, Saylor afirmou que isso é improvável. Afinal, para o bilionário o BTC é melhor que o ouro e, portanto, deve ultrapassar o seu valor em algum momento.

Sobre a recente queda do Bitcoin desta semana, atingindo 34%, o CEO da MicroStrategy afirmou que a empresa preparou-se estruturalmente para isso, sabendo que o Bitcoin é um ativo com grande volatilidade.

“Quando a MicroStrategy adotou uma estratégia de HODL, antecipou e estruturou seu balanço patrimonial para poder continuar [mantendo seus bitcoins] em meio às adversidades.”

Apesar de demonstrar calma em meio ao pânico durante um dos piores dias da história, vale notar que a MicroStrategy chegou a pegar um empréstimo para comprar mais bitcoins no passado, e que o preço de liquidação chegou a ser ultrapassado nesta terça-feira (14). Contudo, Saylor não comentou sobre o assunto.

MicroStrategy não foi a única a perder

Além da MicroStrategy, outras empresas que apostaram no Bitcoin estão amargando prejuízos. Como destaque, a Tesla está com um prejuízo de 30% sobre seus 42.902 BTC, hoje equivalentes a R$ 5 bilhões.

O mesmo vale para outras gigantes como Mercado Livre, com prejuízo de 50% sobre seus 150 BTC. O mesmo acontece com o país El Salvador, que embora tenha acumulado muitos bitcoins durante quedas, está longe de seu preço médio.

Por fim, a história do Bitcoin é repleta de quedas gigantes, como de 87% em 2013–2014, 83% em 2017–2018 e, até o momento, 70% neste período entre 2021–2022. Apesar disso, seu preço sempre se recuperou e é isso que Michael Saylor e tantos outros holders esperam que aconteça no futuro.

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Henrique Kalashnikov
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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