Operação da FICCO-AM em São Paulo apreende US$ 5 milhões em criptomoedas

Ação cumpriu mandados em São Paulo para desarticular o núcleo financeiro de uma quadrilha atuante no Amazonas

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Amazonas (FICCO-AM) deflagrou a sétima fase de uma ação de controle na quarta-feira (22). Os agentes batizaram a missão de Operação Torre Sete para desarticular o centro financeiro de uma grande quadrilha local, ao divulgar os detalhes nesta quinta-feira (23).

Desta forma, os policiais identificaram a tentativa de esconder a origem do dinheiro ilícito com o uso intenso de criptomoedas. Tal manobra dos suspeitos buscava quitar despesas do crime com o envio de saldos pelas redes descentralizadas.

Equipes de segurança cumpriram três ordens de busca e apreensão contra os alvos na cidade de São Paulo. Além disso, os juízes expediram três mandados de prisão preventiva para conter a fuga das lideranças financeiras do esquema.

Operação policial bloqueia fundos em criptoativos de investigados

Durante as abordagens de rotina, os investigadores congelaram o saldo de US$ 5 milhões nas carteiras dos acusados. A quantia em poder dos criminosos, contudo, não foi divulgada pelas autoridades se estava em alguma corretora de criptomoedas ou carteira de auto custódia.

O passo seguinte das apurações revelou a posse de uma casa de câmbio clandestina sob o domínio exclusivo dos alvos investigados. Esse local funcionava sem autorização oficial do Banco Central do Brasil (Bacen) para realizar transações em moeda de outros países.

A estrutura paralela movimentou milhões de reais para favorecer as atividades diárias da organização criminosa em várias regiões. Todo ato fora da lei para misturar fundos limpos com receitas do crime fere as regras da economia nacional e os suspeitos podem responder pelo crime de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Esforço conjunto une corporações da lei contra lavagem

O esforço policial surgiu como um desdobramento direto de fases anteriores focadas em encontrar os cabeças do bando armado. O grupo federal de inteligência rastreou o caminho exato percorrido pelas quantias nas plataformas de negociação até chegar aos mandantes.

A união de tropas da FICCO engloba o trabalho da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O reforço das agências conta com a ajuda constante da Polícia Civil e da Polícia Militar nas ruas do Amazonas.

Secretarias estaduais de segurança pública e de administração de presídios prestam apoio nas rotinas de vigilância do inquérito. Esse modelo de parceria permite a troca de dados sensíveis de modo ágil para sufocar a estrutura ilícita.

A justiça também determinou a aplicação de medidas de sequestro de bens e propriedades no nome dos envolvidos. O travamento do patrimônio impede o sumiço dos carros e imóveis comprados com o lucro da venda de mercadorias irregulares.

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Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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