O governo federal publicou os balanços sobre as negociações de bitcoin no país durante o último ciclo anual, por meio de documentos da Receita Federal do Brasil (RFB) que exibem um teto de R$ 54,7 bilhões em movimentações durante o mês de novembro de 2025, divulgados na quarta-feira (15). A cifra representa um novo patamar para o setor de criptoativos no território nacional e ultrapassa os registros de anos passados.
O montante total das operações em 2025 manteve um ritmo firme no encerramento do calendário fiscal, chegando a R$ 505,5 bilhões declarados. Além disso, o mês de outubro de 2025 acumulou o valor de R$ 50,9 bilhões em trocas registradas pelo sistema oficial. As quantias provam a consolidação das moedas do mercado na rotina dos investidores brasileiros.
A comparação com o período anterior indica a permanência do interesse por esses ativos escassos. O recorde de 2024 ocorreu no mês de dezembro com a marca de R$ 51,8 bilhões em transações financeiras, ano em que o total declarado foi o de R$ 416,1 bilhões. Desta forma, o mercado interno preserva a tendência de alta no volume das declarações obrigatórias para o fisco, que em 2026 promete ampliar as exigências para investidores.

Uso de plataformas nacionais ganha destaque em dados da Receita Federal
As corretoras sediadas no país processaram a maior parte dos valores declarados pelos usuários. O relatório indica que as empresas locais transacionaram R$ 35,2 bilhões apenas no mês de novembro de 2025. O volume de capital em plataformas estrangeiras também apresentou números expressivos no balanço anual.
As pessoas jurídicas movimentaram R$ 9,5 bilhões por meio de empresas do exterior no mesmo período de pico. Já os investidores individuais utilizaram R$ 235 milhões fora das fronteiras brasileiras naquela ocasião.
Presença de indivíduos no sistema de declaração
A contagem de CPFs únicos ativos nas plataformas superou a marca de 5 milhões em momentos distintos do ano passado. O mês de agosto de 2025 contou com a participação de 5,16 milhões de brasileiros nas listas de declaração. Esses usuários buscam alternativas de investimento longe do controle de instituições bancárias tradicionais, como investimento alternativo ou reserva de valor.
As empresas também ampliaram a atuação no cenário de custódia e intermediação de negócios. O número de CNPJs ativos atingiu o patamar de 116 mil organizações no mês de agosto de 2025. Esse dado fica bem acima da faixa de 25 mil corporações vista na metade do ano de 2024.
Público feminino altera os padrões nas estatísticas
O detalhamento do público expõe uma concentração de posses sob o domínio dos investidores homens. O grupo masculino detém 87,32% de todo o capital declarado no penúltimo mês de 2025. A parcela feminina na soma do dinheiro ficou restrita a 12,68% do total na mesma data de apuração.
A contagem de negociações feitas por mulheres exibe uma dinâmica diferente no cruzamento das planilhas federais. O número de negócios com participação feminina alcançou 29,7% das trocas em novembro do ano passado.
Vale lembrar que o pico ocorreu no mês de janeiro de 2024, quando a presença das investidoras chegou a cobrir 40,95% das operações consolidadas.

