B3

Riachuelo utilizou blockchain em 2025 para rastrear peças

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A Riachuelo (B3: RIAA3) divulgou seus dados consolidados de 2025 para investidores na quarta-feira (11), indicando que avançou no uso de blockchain em seu ecossistema de produção.

Em 2025, investimos em transparência na cadeia de fornecimento por meio de tecnologia blockchain e lançamos mais de 115 mil peças rastreadas, permitindo que o cliente conheça o percurso dos produtos, da origem da fibra até as lojas“, disse a companhia.

Como uma grande companhia de capital aberto no Brasil, a empresa é mais uma que confessa adoção da tecnologia criada com o bitcoin. Contudo, a Riachuelo não explicou em detalhes como funciona o seu sistema de acompanhamento de peças.

A campanha de sustentabilidade de companhia ainda resultou em benefícios diretos, como um maior destaque em ranking do setor. “Também subimos 4 posições no Índice de transparência da Moda Brasil 2025, alcançando a 7ª posição no ranking composto por 59 marcas. Nossos dados públicos tiveram a pontuação de 57%, enquanto a média geral foi de 24%“, destacou a Riachuelo aos investidores.

No início de fevereiro, a Riachuelo trocou de nome da bolsa brasileira, deixando de lado o nome Guararapes Confecções e o seu antigo ticker de ações, o GUAR3. Com o novo posicionamento de imagem público, a empresa deixa claro que a blockchain colabora com a nova fase.

Blockchain garante a origem das peças

A Riachuelo transformou a teoria em prática ao lançar mais de 115 mil itens rastreáveis em 2025. A iniciativa utiliza a rede de registros distribuídos para criar uma identidade digital única para cada peça de roupa. O consumidor ganha o poder de auditar toda a cadeia produtiva na palma da mão.

O foco atual reside na transparência da matéria-prima. Ou seja, o cliente consegue verificar o trajeto exato desde a fazenda produtora da fibra até a chegada nas lojas físicas. Essa aplicação combate a falta de transparência na indústria têxtil e certifica o cumprimento de normas sustentáveis e trabalhistas.

Além disso, a marca pode utilizar esse registro imutável para garantir a exclusividade de coleções limitadas e evitar falsificações.

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Bruno Costa

Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4). Graduado em Jornalismo pela Universidade Europeia, Bruno aprofundou sua expertise com formações como o curso DAO Fundamentals (EDU Trainings) e o Web3 Solidity Bootcamp (Metana). Sua cobertura inclui adoção de DeFi em mercados emergentes, cultura NFT na América Latina e análises de UX em aplicações descentralizadas. Entre suas principais competências estão reportagem investigativa, análise do mercado cripto, construção de narrativa e estratégia de conteúdo. No Brasil, o público o conhece por portais como Cointimes.com.br, onde é colaborador regular, além de suas reportagens investigativas que revelaram golpes no setor DeFi. Uma de suas séries chegou a contribuir para alertas regulatórios e maior fiscalização por parte da CVM. Seu guia sobre stablecoins alcançou mais de 50 mil leitores e foi referenciado por três grupos acadêmicos de pesquisa, enquanto sua consultoria para uma carteira DeFi ajudou a redesenhar o conteúdo de onboarding e atraiu mais de 10 mil novos usuários. Bruno já foi citado pelo Valor Econômico, fez coberturas presenciais na São Paulo NFT Expo e no Rio Blockchain Meetup, e participou de grandes eventos como a SP Tech Week e a Blockchain Conference Brasil, onde discutiu temas sobre regulação do DeFi, UX e inovação. Curioso e criativo, com um forte foco em conectar tecnologia e cultura, ele costuma lembrar colegas e leitores de que “Journalism should empower readers with clarity in a world full of crypto hype and misinformation.” Disclaimer: Todo o conteúdo aqui apresentado diz respeito a temas de criptomoedas, blockchain e Web3 e possui caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento financeiro, de investimento ou jurídico. As análises refletem a experiência e a pesquisa pessoal do autor. O nome do autor é utilizado como pseudônimo. Sempre faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões no ecossistema cripto.

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