Rússia quer banir mineração e uso de Bitcoin

Bandeira da Rússia e moedas de Bitcoin
Bandeira da Rússia e moedas de Bitcoin

O Banco Central da Rússia emitiu um documento de consulta nesta quinta-feira (20) intitulado Criptomoedas: Tendências, riscos e regulação, cujo principal foco é influenciar outras autoridades para banir tanto da mineração quanto uso de criptomoedas como Bitcoin pelos seus cidadãos.

Em suas cinco páginas, sendo duas delas sem informações, o BC da Rússia faz ataques já refutados até mesmo por órgãos estatais como a CIA. Ou seja, argumentar que o BTC é amplamente usado em crimes é muito fraco, ainda mais em 2022.

Na corda bamba entre obter receita através de impostos ou continuar tendo controle sobre as finanças de seus cidadãos, esta novela russa parece estar longe de acabar. Apesar disso, vale notar que nenhuma atitude causará surpresa ao mercado.

Relatório sobre criptomoedas

O documento emitido pelo Banco Central da Rússia começa analisando o tamanho que as criptomoedas possuem. Com dados de dezembro de 2021, ele cita uma capitalização de mercado de 2,3 trilhões de dólares, bem como o volume de transações por russos, estimado em 5 bilhões de dólares por ano.

Indo além, também cita o crescimento no volume dos ETFs de Bitcoin, disponíveis em países como EUA e Brasil, bem como a expansão do setor de finanças descentralizadas (DeFi) que hoje possui diversos usos.

Apesar de parecer uma boa notícia para os amantes das criptomoedas, o BC da Rússia não parece tão feliz com estes números.

Seguindo o texto, o BC afirma que este crescimento das criptomoedas é uma ameaça a estabilidade financeira. Como exemplo, cita a alta volatilidade deste mercado e a conversão de rublo russo para outras moedas.

Todavia, o ponto mais importante é a comparação entre dolarização e criptonização, na qual o Banco Central da Rússia afirma que, em ambos casos, faz com que ele perca poder sobre decisões econômicas em seu próprio país.

Rússia quer banir mineração e uso de Bitcoin

Após apresentar seus argumentos, o Banco Central da Rússia então afirma que é necessário banir tanto a mineração quanto o uso de criptomoedas como o Bitcoin. Como exemplo, o BC cita a China, principal destaque na luta contra a liberdade.

As três propostas são estas abaixo, a primeira visa proibir o uso de criptomoedas como moeda e a segunda está relacionada a mineração e criação de tokens, já a última está relacionada a investimentos indiretos, como ETFs.

  1. “Estabelecer responsabilidade pela violação da proibição legal de usar criptomoedas como meio de pagamento por bens, atividades e serviços vendidos e comprados por residentes russos, sejam pessoas jurídicas ou físicas.”
  2. “Proibir a emissão e/ou a emissão e circulação de criptomoedas (inclusive por exchanges de criptomoedas […]) no território da Federação Russa e estabelecer responsabilidade por violar essa proibição.”
  3. “Proibir o investimento de instituições financeiras em criptomoedas e instrumentos financeiros relacionados, bem como o uso de intermediários financeiros russos e infraestrutura financeira russa para realizar transações de criptomoedas e estipular responsabilidade por violar essa proibição.”

Por enquanto o mundo está dividido em relação a quais ações tomar em relação as criptomoedas. Na verdade, até mesmo a Rússia não possui uma posição clara, visto que seus parlamentares desejam legalizar o setor de mineração.

De forma resumida, o Banco Central da Rússia não quer perder o seu poder sobre o povo, já os políticos enxergam uma oportunidade de taxar empresas e cidadãos. Por fim, vale lembrar que hoje a Rússia é um dos maiores polos de mineração do planeta.

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Henrique Kalashnikov
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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