
(Foto/Reprodução)
Um grande júri federal nos Estados Unidos indiciou três homens por suspeitas de roubos violentos contra investidores de criptomoedas, envolvidos com uma onda de crimes na região. O caso corre na região norte do estado da Califórnia sob a jurisdição de procuradores do governo americano.
Os acusados encaram suspeitas de conspiração para cometer sequestros e tentativas de extorsões em diversas cidades locais. As autoridades apontam ataques direcionados de forma específica aos portadores de criptoativos de alto valor financeiro.
A polícia prendeu os réus Elijah Armstrong e Jayden Rucker na cidade de Los Angeles no último dia de 2025. Os agentes federais já haviam capturado o parceiro Nino Chindavanh na localidade de Sunnyvale poucos dias antes dessa dupla.
Nino participou de uma audiência inicial em um tribunal de São Francisco na primeira quinzena do mês de abril. Os outros dois homens compareceram perante a justiça federal americana na segunda-feira (11) para o início dos trâmites.
O documento formal de acusação obteve registro no final do mês de março de 2026 com os detalhes. Estes criminosos de 21 e 25 anos viajaram do estado do Tennessee para realizar os crimes na costa oeste.
Os invasores fingiam ser entregadores de encomendas para conseguir o acesso ao interior das residências dos alvos selecionados. A quadrilha atacou indivíduos residentes em São Francisco, San Jose, Sunnyvale e na região de Los Angeles.
Estes infratores portavam armas de fogo durante as abordagens domiciliares para gerar pânico imediato aos donos dos imóveis. Os criminosos usaram fitas adesivas e abraçadeiras de plástico para amarrar e imobilizar os moradores de forma violenta.
Uma das invasões resultou na agressão de uma vítima imobilizada no chão sob a mira de um revólver. O dono do imóvel sofreu ameaças de morte até confessar as senhas das plataformas e os dados das contas.
O homem amarrado precisou acessar o perfil pessoal no sistema para liberar as transferências dos saldos ali guardados. Desta maneira, os criminosos roubaram o equivalente a US$ 6,5 milhões e mandaram todo o valor para uma carteira própria da quadrilha.
O promotor americano Craig H. Missakian repudiou a violência do esquema focado no roubo destas grandes somas. Missakian exaltou o trabalho rápido das polícias em identificar os autores e garantir a segurança do público.
Da mesma forma, o agente do Federal Bureau of Investigation (FBI) Matt Cobo lamentou os riscos causados por estes cidadãos. Cobo destacou o esforço da agência para proteger as comunidades contra atividades de organizações violentas focadas em extorsão.
“O FBI não tolerará criminosos que se desloquem até nossas comunidades com a intenção de aterrorizar nossos cidadãos. Continuaremos a trabalhar em conjunto com nossos parceiros da lei em toda a Área da Baía e além, para identificar, investigar e levar à justiça qualquer pessoa que acredite poder explorar ou colocar em risco a segurança pública para obter ganhos pessoais“, disse Cobo em nota. Os oficiais prometeram agir em conjunto para frear a ação de grupos dispostos a explorar inocentes na Califórnia.
Atualmente, os três réus aguardam o avanço das sessões judiciais e o juiz Thomas S. Hixson agendou audiências processuais para Elijah e Jayden na terça-feira (12).
Para o terceiro acusado, as autoridades estabeleceram uma audiência de verificação da situação perante o tribunal no mês seguinte. A magistrada Trina L. Thompson marcou este encontro de Nino para o dia 26 de junho.
A lei dos Estados Unidos prevê penas rigorosas aos responsáveis por crimes de tentativa de roubo e extorsão. Cada condenação pode render castigos de até vinte anos nas celas e punições financeiras de US$ 250 mil.
As acusações de conspiração para sequestro possuem diretrizes ainda mais duras de sentenças para os culpados. Os infratores podem pegar prisão perpétua por causa dos traumas causados aos investidores durante a invasão domiciliar.
Os promotores Kelsey C. Davidson e Jared S. Buszin da Seção de Crime Organizado guiam os trâmites da acusação. Todo o processo contou com a colaboração da oficial Yenni Weinberg e das forças policiais das quatro cidades afetadas pelos golpes.