
Criticada por não honrar saques após anúncio de encerramento de suas atividades, BitMart anuncia plano para voltar ao mercado. Imagem: Redes sociais/Reprodução.
A BitMart, corretora de criptomoedas que anunciou o fim de suas atividades em julho, publicou um comunicado na sexta-feira (21) informando estar avaliando a possibilidade de retornar ao mercado.
Segundo o texto, a mudança de direção foi tomada após novas discussões com membros da comunidade, stakeholders e consultores profissionais.
A comunidade, no entanto, não está satisfeita com o plano apresentado. Isso porque muitos nem sequer conseguiram sacar as suas criptomoedas da plataforma.
Ao contrário de outras corretoras que encerraram as suas atividades recentemente, a BitMart parece estar com problemas para honrar os pedidos de retiradas de seus clientes.
Em meio às críticas, Sheldon Xia, fundador da BitMart, chegou a publicar um texto afirmando que eles não desapareceram e nem iriam desaparecer. Nos comentários, usuários afirmavam que a corretora havia aumentado as taxas de retirada e, mesmo assim, os saques não estavam sendo processados.
Em nova nota, publicada na sexta-feira (21), a corretora afirma estar avaliando voltar ao mercado.
“Após novas discussões com membros da comunidade, nossos stakeholders e consultores profissionais, a BitMart está desenvolvendo um possível plano de reestruturação como alternativa a um encerramento completo das operações. O plano em potencial poderá incluir a retomada gradual de determinadas operações de maneira ordenada, juntamente com distribuições aos credores, sujeito a novas avaliações jurídicas, financeiras, operacionais e regulatórias.”
A corretora afirma ter contratado um escritório de advocacia, White & Case, para trabalhar nessa reestruturação.
Seguindo, também apontam que um novo cronograma deve ser publicado até 9 de setembro, ou seja, em até 16 dias.
Nos comentários do tuíte acima, diversos usuários da BitMart continuam reclamando sobre seus saques não terem sido processados pela corretora.
“O que está acontecendo com meus milhões, Sheldon?”, questiona um deles.
“Alguém está realmente conseguindo sacar seus fundos da BitMart? Precisamos começar uma ação coletiva, como aconteceu com a FTX?!”, escreve um segundo.
“Enviei uma solicitação pela corretora. Já se passaram mais de duas semanas, mas não recebi nenhuma ajuda. Meus fundos estão presos lá e também não consegui sacar”, relata um terceiro.
“Por favor, liberem nossos fundos. Ainda estou esperando desde 26 de julho”, comenta um quarto.
“Por que meus saques estão congelados?!”, diz um quinto.
“Então não há suporte, não há respostas, todo mundo está nos ignorando e ninguém consegue sacar nada desde o anúncio. Enquanto isso, Sheldon continua enganando todo mundo. Que porra está acontecendo?”, pergunta outro.
Na sequência aparecem centenas de outros relatos semelhantes.
Conforme a corretora sofreu um hack de R$ 1 bilhão em 2021, não publica uma prova de reservas e há centenas de reclamaçõe sobre saques pendentes, muitos acreditam que ela esteja insolvente.
Portanto, a reabertura poderia ser vista como uma jogada para receber novos depósitos e usar esse dinheiro para honrar antigos pedidos de retirada.