5 maiores exchanges de Bitcoin não se comparam ao JPMorgan

Ainda não é uma das maiores economias do mundo, ainda!

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É um fato conhecido que o mercado de criptomoedas ainda não possui uma fatia relevante da economia global, tendo no início de 2019 o valor de U$ 135 bilhões ao todo. Um estudo recente coloca mais alguns fatores interessantes sobre o tema.

As exchanges (corretoras) funcionam como “bancos” de criptomoedas, ou seja, empresas que atuam como intermediários de compra e venda de moedas digitais pelo mundo.

Muito do mercado atual, inclusive os preços das criptomoedas, são baseados nos volumes negociados nessas plataformas, com books de ofertas funcionando sem parar todos os dias da semana.

Muitas exchanges, entretanto, possuem segurança precária e volumes de operações falsos, fatores que prejudicam a moral e adoção em massa por novos usuários, que enxergam neste mercado um cenário de altíssimo risco.

Mediante muitos problemas relacionados a exchanges foi criado o CER (Ranking de Exchanges de Criptomoedas) ainda em 2018 pela empresa Hacken.

Esse ranking visa avaliar as exchanges sob várias perspectivas, com fatores de peso que poderiam indicar as melhores plataformas para investidores.

Um novo levantamento feito pela equipe da Hacken, indicou que o volume diário de trades nas cinco maiores exchanges do mundo são menores que o volume do JPMorgan. E a diferença é absurda.

Fonte: bitcoinist.com apud Hacken

O levantamento buscou os dados de bancos dos EUA e Inglaterra, além de operações de países emergentes como Tailândia, Marrocos, Ucrânia e outros. As exchanges perderam de todos os bancos.

Fonte: bitcoinist.com apud Hacken

O estudo apontou que às cinco maiores exchanges consideradas (Coinbase, Binance, Huobi Global, Bitfinex e Kraken) possuem 1000 vezes menos balanço financeiro do que os cinco maiores bancos mundiais.

Os dados das corretoras foram extraídos dos endereços públicos de criptomoedas que seguram o balanço financeiro das operações.

O JPMorgan está entrando no mercado de criptomoedas e um estudo como esse só reforça o grande jogador que é essa instituição bancária, que possui um volume de operações gigantesco.

A criptoeconomia não se resume a preços de exchanges

Mensurar o Bitcoin, e altcoins, pelo seu valor de negócio em exchanges é a forma comumente utilizada pelos analistas do mercado para apurar se essa revolução financeira está indo bem.

Mas não será sempre assim que veremos a tecnologia em anos posteriores, afinal não é apenas isso que dá valor à criptoeconomia.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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