Argentina lança plano federal para combater esquemas de pirâmide e fraudes com criptomoedas

Ministério da Segurança aprova estratégia integral para o período 2026-2027

O Governo da Argentina, por meio do Ministério da Segurança Nacional, oficializou nesta segunda-feira (16) a criação de uma nova e robusta estratégia para enfrentar o crescente número de crimes cibernéticos e financeiros.

Mediante a Resolução 231/2026, publicada no Boletim Oficial do país, foi aprovado o “Plano Federal de Luta contra a Fraude Ciberassistida (2026-2027)”, uma medida que coloca os esquemas de pirâmide e os delitos envolvendo ativos digitais na mira direta das autoridades.

O documento, assinado pela ministra Alejandra Susana Monteoliva, alerta para o vertiginoso avanço das tecnologias e para como esse cenário tem gerado modalidades criminosas cada vez mais sofisticadas.

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Diante dos grandes prejuízos financeiros causados à sociedade, o Estado argentino busca agora implementar uma resposta proativa e coordenada de longo prazo.

Foco em criptoativos e pirâmides financeiras

Um dos pontos de maior destaque da resolução é a abordagem incisiva sobre as novas tecnologias financeiras.

O texto oficial faz menção a normativas anteriores que já haviam ampliado as faculdades das Forças Policiais e de Segurança Federais para investigar especificamente o crime de intermediação financeira não autorizada mediante a utilização de criptoativos.

Com o novo plano, o Ministério da Segurança tenta dar um passo além da simples reação posterior à ocorrência do crime.

A estratégia contempla de maneira explícita a necessidade de antecipação de fraudes massivas mediante esquemas piramidais.

Esse flagelo financeiro ganhou enorme notoriedade mundial e local devido à proliferação de falsas plataformas de investimento que captam usuários com promessas de lucros rápidos e garantidos.

Detecção proativa e bloqueio de transações

O Plano Federal estabelece um marco metodológico que inclui ações diretas de conscientização, educação cidadã e o desenvolvimento de um arcabouço normativo mais rígido.

A resolução também promove uma estreita vinculação da pasta de segurança com os órgãos reguladores do país para monitorar o mercado e executar a detenção rápida de transações indevidas.

Para facilitar a colaboração das vítimas e o mapeamento inteligente dos crimes, o projeto detalha a gestão integral de canais de denúncia, o que inclui a central telefônica 134, endereços de e-mail e formulários web.

Toda a informação coletada passará por um processo de análise estatística profunda para detectar padrões de ataque, otimizar a resposta operacional da polícia e permitir uma abordagem da fraude de forma sistêmica.

Esforço nacional e uso de infraestrutura existente

A resolução governamental pontua que o sucesso do plano de segurança dependerá diretamente da colaboração interinstitucional.

Por esse motivo, o Ministério instruiu a Direção de Cibercrime e Assuntos Cibernéticos a coordenar a implementação transversal da medida e convidou formalmente todas as províncias e a capital Buenos Aires a aderirem à iniciativa para unificar as táticas de combate no país.

Apesar da magnitude técnica e da complexidade operacional do projeto, o documento oficial esclarece que a colocação dessa estratégia em prática não implica nenhuma erogação orçamentária extra para os cofres públicos.

O governo argentino planeja se apoiar integralmente na infraestrutura já montada, nos recursos humanos disponíveis e em programas estatais existentes para alavancar a investigação cibernética nacional.

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Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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