A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) convocou o setor de capitais para testar inovações no ecossistema de finanças, e para isso a autarquia federal abriu inscrições para a segunda edição do Laboratório de Experimentação Aprendizado e Prototipagem (LEAP) na quinta-feira (14).
Esta iniciativa de modernização regulatória ocorre em estreita parceria com a Federação Nacional de Associações dos Servidores do Banco Central (Fenasbac).
Desta forma, o Estado busca aproximar a tecnologia blockchain das rotinas pragmáticas das bolsas nacionais de negociação de valores. As empresas focadas no universo das criptomoedas possuem prazo até o dia 31 de maio para enviar propostas pelo formulário de pré-inscrição.
CVM e Fenasbac procuram tecnologia blockchain contra falhas operacionais
O primeiro ciclo do programa elaborou sete protótipos de engenharia de software para suprir lacunas de diretrizes normativas claras. Tais testes práticos tentaram solucionar a escassez de liquidez em plataformas secundárias e a falta de sistemas cibernéticos para auditorias em tempo real.
O cronograma exige projetos lógicos capazes de permitir a circulação veloz de bens físicos convertidos em formato de token nas corretoras. As equipes de programadores devem arquitetar modelos avançados de interoperabilidade para transitar fundos institucionais entre plataformas distintas sem atritos legais impeditivos.
Além disso, os agentes governamentais cobram ferramentas capazes de automatizar a verificação metódica de regras de conformidade com uso de algoritmos sofisticados.
O laboratório procura soluções logísticas eficientes para ampliar as vendas de cotas atreladas a firmas brasileiras de capital fechado. Outras metas da autarquia englobam o mapeamento exato de informações sustentáveis no ecossistema de créditos de carbono de nosso país.
Startups encaram avaliação de reguladores em ambiente fechado
O edital oficial da instituição recusa a concessão prévia de isenções jurídicas para as entidades comerciais aprovadas na fase inicial de seleção.
Os participantes da dinâmica atuarão sob o monitoramento estrito de supervisores federais em ambientes resguardados para avaliações pragmáticas da corporação. Contudo, a experiência oferece um contato institucional direto com as lideranças do governo para adequar os planos corporativos ao rigor das leis vigentes.
O presidente interino da comissão federal João Accioly marcou presença na cerimônia oficial de lançamento das metas no sudeste.
A mesa de diálogos do evento no estado do Rio de Janeiro reuniu lideranças ativas da associação de servidores e convidados de grandes instituições financeiras. Eduardo Azevedo participou das discussões aprofundadas em nome do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) ao lado do executivo Paulo Stein.
O superintendente da organização estatal Antônio Berwanger liderou uma palestra sobre a expansão iminente das bases operacionais para atrair novos investidores da internet.
Diretores como Claudio Maes e Jorge Casara apontaram os desafios contínuos em operações empresariais diárias com as redes de criptoativos. Os gestores do governo buscam sanar falhas de segurança na hora de rastrear transações descentralizadas e exigem medidas de controle firmes contra lavagem de dinheiro.
Governo busca modernizar leis com apoio do mercado financeiro
Pesquisadores de universidades locais e companhias incipientes de software de proteção podem submeter ideias livres nas cartilhas de inscrição da plataforma reguladora.
Rodrigoh Henriques compareceu ao debate no papel de porta-voz oficial de inovação e estratégias conjuntas da federação dos servidores. Henriques endossou o uso prudente de tecnologias em franca ascensão para derrubar problemas operacionais ocultos ou ainda não mapeados pela burocracia pesada do Estado.
Por fim, o Núcleo de Experimentação e Inovação (NEXUS) assegura a evolução constante e supervisionada da economia brasileira nas malhas de registro do ciberespaço.
Veja a seguir todos os temas buscados
Macro tema: Supervisão e Compliance
Desafio 1 – SupTech: Inteligência de Dados para Supervisão de Conduta e PLDFT
Soluções que utilizem IA e NLP para lidar com a heterogeneidade e o volume de dados fornecidos por participantes do mercado (políticas internas, pareceres de auditoria, etc.), transformando análises manuais em processos automatizados, comparáveis e preditivos. Exemplos: padronização de matrizes de risco de PLDFT, monitoramento de alertas transacionais, análise de interconexões em carteiras de fundos e FIDCs.
Desafio 2 – Machine Readable Regulation e Compliance Automatizado
Soluções que permitam a transformação de normas regulatórias em estruturas interpretáveis por sistemas computacionais, viabilizando compliance-as-code, APIs regulatórias, atualização automatizada de regras e trilhas de auditoria verificáveis. O objetivo é reduzir custos de observância e ambiguidades operacionais.
Macro tema: Sustentabilidade
Desafio 3 – Integração e Transparência de Dados Sustentáveis para o Mercado de Carbono
Projetos que conectem sistemas de MRV (Mensuração, Reporte e Verificação) a ambientes de negociação financeira, garantindo a veracidade do lastro dos créditos. Incluem-se oráculos de dados para formação de preço, scoring de qualidade de créditos e rastreabilidade via DLT/blockchain.
Macro tema: Interoperabilidade Digital
Desafio 4 – Open Capital Markets e Suitability-as-a-Service
Soluções que explorem o compartilhamento de informações de investidores (dados cadastrais, perfil de suitability, manifestações de vontade) entre agentes regulados, com autenticação segura e gestão de consentimentos. Exemplos: padronização de APIs de perfil, suitability-as-a-service, autenticador de dispensa de suitability e camada de registro de consentimentos.
Desafio 5 – Interoperabilidade para Registro, Custódia e Garantias de Ativos Digitais (RWA)
Protocolos que permitam a circulação segura de ativos reais tokenizados (RWAs) entre diferentes infraestruturas (registradoras e depositárias), garantindo confiabilidade de garantias e integridade de registro. Inclui soluções para DVP entre cadeias distintas, compliance PLDFT em infraestruturas distribuídas e governança de custódia digital.
Desafio 6 – Mecanismos de Liquidez para Valores Mobiliários de Companhias Fechadas
Soluções que fomentem a liquidez secundária de ativos emitidos por companhias fechadas, por meio de bulletin boards digitais, protocolos de matching P2P, motores de precificação de ativos ilíquidos e infraestrutura de registro e transferência digital (DLT).
Macro tema: Propostas Livres
Desafio 7 – Desafio Aberto
Espaço para soluções inovadoras que utilizem tecnologias emergentes para resolver problemas do mercado de capitais não mapeados nos desafios anteriores – seja em eficiência, transparência, acesso ou novos modelos de negócio com alto potencial de impacto regulatório.
