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Aécio Neves propõe veto ao uso de criptomoedas em apostas online no Brasil

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O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) protocolou um novo projeto de lei nesta quarta-feira (8) com a proposta de número 3.545/2026 para alterar a legislação em vigor sobre as apostas de quota fixa.

O parlamentar justifica a iniciativa com a preocupação sobre o avanço das dívidas nas famílias brasileiras. “Também se veda expressamente, agora em nível legal, a aceitação de dinheiro em espécie, boletos de pagamento, cheques ou outros tipos de criptoativos para a realização de apostas na modalidade online“, justificou.

A medida reforça as regras criadas pelo Ministério da Fazenda para conter os prejuízos na sociedade.

As apostas com criptomoedas facilitam a evasão de divisas e prejudicam o controle das atividades financeiras na visão do parlamentar.

Proibição foca na limitação do marketing em todas as telas da internet

O projeto não atinge apenas as transferências financeiras das pessoas cadastradas nestes sites de jogos. A publicidade agressiva das empresas também sofrerá com a mudança.

Plataformas de apostas perderão o direito de realizar anúncios em qualquer canal de comunicação em massa. As redes sociais e os serviços de filmes na internet bloquearão todas as peças de propaganda.

Desta forma, os influenciadores digitais e artistas ficarão proibidos de associar suas imagens aos jogos de azar. A regra elimina propagandas com ilusões sobre ganhos fáceis ou mudanças drásticas de padrão de vida.

A nova lei obriga os sites a exibir alertas claros sobre os riscos de vício patológico no ecossistema de jogos. “O agente deverá exibir um aviso de desestímulo ao jogo e mensagens de conscientização“, diz o PL apurado pelo Livecoins.

Patrocínios esportivos recebem regras de transição no meio do futebol

As restrições publicitárias abrem exceções apenas para contratos esportivos com grande fluxo financeiro e empresas com o direito aos nomes oficiais de estádios poderão manter suas marcas ativas.

Assim, patrocinadores oficiais dos uniformes de times profissionais escapam desta primeira onda de bloqueios totais. A justificativa cita o impacto negativo na economia esportiva com um veto repentino dos patrocínios milionários.

Além disso, a lei obriga os provedores de internet a bloquear o acesso aos aplicativos irregulares. O Poder Executivo ficará responsável por notificar as operadoras sobre as quebras de regras pelas companhias.

O texto da proposta em fase inicial tramitará pelas comissões legislativas da câmara antes de chegar ao plenário principal. Desta forma, as marcas de jogos aguardam a decisão final com apreensão sobre o futuro dos lucros corporativos.

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Gustavo Bertolucci

Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

Autor:
Gustavo Bertolucci