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Banco Central do Uruguai anuncia plano para integrar criptomoedas ao sistema financeiro

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O Banco Central do Uruguai (BCU) deu um passo histórico rumo à modernização financeira ao incluir oficialmente as criptomoedas em seu planejamento estratégico de longo prazo.

Na segunda-feira (23), a instituição apresentou ao mercado a sua “Folha de Rota do Sistema de Pagamentos 2026–2030“, um documento que define a evolução de todo o ecossistema financeiro do país vizinho.

Durante o encontro com a indústria, a vice-presidente do BCU, Ana Claudia de los Heros, destacou que o objetivo é construir um sistema sólido, inovador, interoperável e competitivo.

Segundo a executiva, o plano não é apenas uma diretriz institucional, mas uma aposta clara para criar melhores condições de desenvolvimento, inclusão e confiança para a população.

Criptomoedas no radar oficial do Estado do Uruguai

Embora o comunicado de imprensa oficial tenha focado na inovação geral e na cibersegurança, a análise dos documentos técnicos divulgados pelo Banco Central revela um movimento prático do Estado uruguaio para a adoção das criptomoedas, chamadas de ativos virtuais pela autoridade.

De acordo com o documento principal da Folha de Rota para os próximos cinco anos, o décimo ponto da agenda do BCU estabelece explicitamente o objetivo de criar as condições necessárias para a integração de criptomoedas estáveis (conhecidas como stablecoins) ao sistema de pagamentos nacional.

O banco central planeja realizar essa integração seguindo um enfoque rigoroso de estabilidade, segurança, concorrência, interoperabilidade e gestão integral de riscos.

Plano de ação já para 2026

A integração não é apenas uma promessa distante, pois já possui metas operacionais fixadas para este mesmo ano.

No documento anexo intitulado “Agenda de atividades para 2026“, o BCU detalha que trabalhará fortemente na frente de regulação e supervisão para modernizar o mercado imediatamente.

Para alcançar isso, a autoridade monetária se compromete a colaborar na elaboração do marco regulatório direcionado aos emissores de stablecoins, fornecendo os insumos técnicos necessários para a sua inserção no sistema de pagamentos.

Na prática, isso significa que o Uruguai começará a definir as regras para que essas criptomoedas possam ser utilizadas de maneira regulamentada em transações cotidianas no comércio e entre pessoas. As stablecoins mais comuns, vale lembrar, possuem valor atrelado ao Dólar americano.

Open Finance e combate a fraudes

Além da abertura histórica para as criptomoedas, o planejamento estratégico do BCU aborda outros grandes desafios tecnológicos.

A autoridade impulsionará a implementação de um Sistema de Finanças Abertas (Open Finance), concebido como um ambiente regulado que permitirá aos usuários compartilhar seus dados financeiros com instituições autorizadas mediante consentimento prévio, fomentando a concorrência tecnológica.

Para suportar essa digitalização massiva e a entrada de novas tecnologias, o BCU colocou a cibersegurança como pilar central da rota.

Por fim, a agenda prevê a aplicação de uma nova metodologia de gestão de riscos em sistemas críticos e a criação de um marco unificado de reporte de fraudes digitais para fortalecer a troca de informações entre as instituições.

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Bruno Costa

Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4).

Autor:
Bruno Costa