O Banco Central dos EUA manda no mercado ou apenas reage à ele?

Pense nessa jogada como um “anabolizante”, distorcendo a realidade e dando tranquilidade para que o mercado tenha confiança para produzir, investir, tomar empréstimos, etc.

Sabe aqueles dilemas do ovo e galinha que nunca se chega a uma resposta? É provável que este seja um desses enigmas, pois o mercado, especialmente o de ações, criptomoedas e títulos públicos, busca antecipar as decisões e movimentos dos Bancos Centrais.

Federal Reserve vs Tesouro Nacional

Primeiramente, uma breve introdução sobre o Federal Reserve (Fed). Sim, ele é o Banco Central dos EUA, portanto, responsável por supervisionar e garantir a estabilidade do sistema financeiro.

Quem coloca moedas em circulação ou emite Títulos da Dívida é o Tesouro Nacional, porém o governo norte-americano deu praticamente um “cheque em branco” pro Fed comprar títulos de dívida.

Em suma, na prática o Banco Central consegue “segurar os ânimos” quando os bancos, ou o próprio mercado, passa a exigir grandes descontos para rolar a dívida de empresas.

Pense nessa jogada como um “anabolizante”, distorcendo a realidade e dando tranquilidade para que o mercado tenha confiança para produzir, investir, tomar empréstimos, etc.

“Reação em cadeia”, normal e esperado

O Federal Reserve não é o Banco Central do mundo, porém é normal que o Banco Central Europeu (BCE) e o BC do Japão sigam a mesma tendência adotada pela maior potência econômica do mundo. Isso, em parte, se dá pela força dos Títulos do Tesouro dos EUA, que compõem grande parte das reservas dos demais países.

Veja abaixo o gráfico da taxa de juros do Título do Tesouro de 5 anos (azul), ao lado do preço da saca de soja na Bolsa de Chicago (laranja).

Agora vamos mudar pra outro segmento completamente independente e indiferente ao preço da soja: as ações da montadora de automóveis GM.

Ou seja, fica claro que não são os ativos que estão valorizando, e sim o dólar que perde força. Óbvio, nem todos sobem na mesma proporção, e nada salva porcarias como a Peloton ($PTON), uma empresa que instala iPads em bicicletas ergométricas e magicamente atingiu valor de mercado de US$ 64 bilhões no início de 2021.

Ovo ou galinha?

Na realidade tudo anda junto: quando os mercados sinalizam que vão colapsar pois os bancos estão receosos em dar crédito, e as empresas por sua vez começam a demitir, o Federal Reserve joga a taxa básica de juros no chão e acelera as recompras de título da dívida para dar saída pros bancos e hedge funds.

Ou seja, os políticos recebem doações e convites para “palestras” das grandes empresas, que dependem do mercado aquecido. O incentivo é totalmente torto pois eles estão cag@ando pro detentor do Título do Tesouro, ou pra população que não consegue comprar ações e imóveis pra se proteger da inflação. Pule fora! Compre Bitcoin.

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Marcel Pechman
Marcel Pechman é trader e analista de criptomoedas desde 2017. Atuou como trader por 18 anos nos bancos UBS, Deutsche e Safra. Além de YouTuber em seu canal RadarBTC, foi reconhecido em diversas premiações como um dos maiores interlocutores do Bitcoin do país. Maximalista convicto, acredita na falência da moeda fiduciária, aquela emitida por governos.

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