
Conversa dos analistas teve uma hora de duração e abordou diversos pontos do mercado. Fonte: The Wolf of All Streets/YouTube.
Mike McGlone, estrategista da Bloomberg, acredita que o Bitcoin ainda está em um mercado de baixa. Sua tese é que as criptomoedas só estão subindo por estarem acompanhando a alta das ações.
Na conversa com Scott Melker, James Lavish e Dave Weisberger, o analista também falou sobre a alta de metais como ouro e prata, lembrando que a melhor hora de vender é quando todos estão gritando.
Enquanto o Bitcoin opera em queda de 12,2% em relação a 1º de janeiro, o índice S&P 500 sobe 7,6% no mesmo período. Ouro e prata sobem 4,1% e 3,8%, respectivamente.
Mike McGlone chegou a afirmar que o Bitcoin cairia para US$ 10.000 em 2026, uma queda de 92% em relação ao seu topo histórico de outubro. Já nesta segunda-feira (18), o estrategista da Bloomberg falou mais sobre a sua visão sobre diversos mercados.
“Quando os preços se movem, você precisa ajustar os equilíbrios de oferta e demanda. Ouro, prata e criptos ainda são mercados de alta. Este último [criptomoedas] é um mercado de baixa. Eu simplesmente respeito o mercado de baixa”, continuou McGlone.“Tivemos um repique acima de 75 [mil dólares no Bitcoin], mas isso só se sustenta porque o mercado de ações está subindo. Se o mercado de ações cair, tudo cai junto e o setor inteiro afunda.”
Por outro lado, McGlone se mostrou animado com uma indústria dentro do setor de criptomoedas: as stablecoins. Para os outros tokens, o analista prevê uma “limpeza de excessos”.
Em abril, o estrategista citou memecoins com um valor de mercado de bilhões de dólares como um exemplo de sua tese, justificando que o fim da baixa só acontecerá quando essas moedas desaparecerem.
A principal atenção dos investidores está voltada para o preço do petróleo e, por consequência, para a inflação de combustíveis e outros produtos que precisam ser transportados.
Mike McGlone aponta que os conflitos no Oriente Médio estão sendo vistos como uma derrota pelos americanos. Afinal, eles estão vendo preços cada vez mais caros nas bombas de postos de combustíveis.
Já James Lavish deu destaque para a flutuação dos rendimentos dos títulos de 10 anos do Tesouro americano.
“Então surge a questão de saber se teremos ou não cortes de juros. E é importante deixar isso muito claro: o Fed não controla isso. O Fed não consegue controlar o título de 10 anos apenas cortando juros por meio do seu mecanismo”, comentou Lavish. “O título de 10 anos é um animal completamente diferente e é determinado pelo que os investidores em títulos exigem de retorno. Portanto, se eles acreditarem que o Fed está cortando juros cedo demais, essas taxas vão disparar ainda mais, que foi exatamente o que vimos na época da eleição presidencial, quando o Powell cortou os juros em 50 pontos-base e o rendimento do título de 10 anos subiu cerca de 50 pontos-base.”“O Tesouro dos EUA, o título de 10 anos, é o benchmark do mundo. Quando você está nos Estados Unidos, quando as pessoas olham para os Treasuries de 30 anos, elas pensam: “Meu Deus, olha onde estão os 30 anos”. É basicamente daí que vêm as taxas de hipoteca, de cartão de crédito, todas as taxas de empréstimos, seguros, tudo é referenciado ao título de 10 anos dos EUA.”
A conversa completa pode ser acompanhada na íntegra pelo vídeo abaixo.