Bitcoin segue em queda e atinge menor preço desde janeiro

Em março, o mercado de criptomoedas retornou a faixa dos R$ 10 trilhões. Entretanto, R$ 2 trilhões já desapareceram de lá para cá após o Bitcoin fechar abril em queda de 18% e também pela forte queda já na primeira semana de maio.

Moeda física de Bitcoin sobre gráfico de preços caindo.
Moeda física de Bitcoin sobre gráfico de preços caindo.

Após registrar queda de 10% na quinta-feira (5), afastando-se dos 40 mil dólares, o Bitcoin segue em queda livre. Com uma mínima de 34.195 dólares, atingida nesta manhã de domingo (8), este é o menor preço do Bitcoin desde janeiro deste ano. O sangue nas ruas digitais também se estende para as altcoins, principalmente às “queridinhas” do mercado, APE e GMT.

O motivo da queda ainda é o mesmo: a pressão das medidas do Fed para combater a inflação dos EUA. O evento não afetou apenas as criptomoedas como também o mercado de ações. Portanto, com bolsas fechadas no final de semana, é possível que as mesmas operem em baixa na segunda-feira (9), com o Bitcoin servindo como um termômetro do mercado.

A boa notícia é que o indicador de medo/ganância do Bitcoin está apresentando “medo extremo” do mercado. Em outras palavras, investidores podem estar vendendo a preços muito baratos, por não estarem raciocinando por conta do medo, o que pode ser uma boa oportunidade de compra.

Sangue nas ruas digitais

Em março, o mercado de criptomoedas retornou a faixa dos R$ 10 trilhões. Entretanto, R$ 2 trilhões já desapareceram de lá para cá após o Bitcoin fechar abril em queda de 18% e também pela forte queda já na primeira semana de maio.

Não só o Bitcoin, as criptomoedas alternativas também seguiram o mesmo caminho. ApeCoin (APE), por exemplo, está com queda de 41,9% nos últimos sete dias, seguida pela StepN (GMT) com baixa de 25,3%, estas duas altcoins estavam chamando atenção tanto pelo preço quanto pelo volume em alta.

Mapa de calor das criptomoedas, maioria apresentando queda em 24 horas. Fonte: Coin360

Por fim, esta queda deixa o Bitcoin a preços não vistos desde janeiro deste ano. No momento da redação, 1 BTC está cotado a US$ 34.412 (R$ 178.865). Os mais pessimistas já estão preocupados se o Bitcoin atingirá níveis tão baixos que obrigará a MicroStrategy a vender parte de suas moedas.

Culpa é dos traders de ações, afirma CEO da Binance

Em entrevista neste sábado, Changpeng Zhao, CEO da Binance, afirmou que a correlação entre o Bitcoin e os mercados tradicionais é culpa dos traders. Para Zhao, estes se sentem pressionados com a queda das ações e vendem as suas criptomoedas por medo.

Sua fala acontece após um usuário questionar o papel do Bitcoin em ser um ativo independente do sistema tradicional. Indo além, Zhao também citou que a capitalização do Bitcoin ainda é pequena, por isso a moeda sofre quedas tão acentuadas.

Por fim, o índice de medo e ganância do Bitcoin entrou em “medo extremo”, também não visto desde janeiro deste ano. Portanto, pode ser uma ótima oportunidade de compra pensando no longo prazo, afinal este é o momento onde outros estão vendendo por puro medo, deixando de realizar análises racionais.

Índice medo/ganância do Bitcoin. Fonte: Alternative.me

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Henrique Kalashnikov
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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