
Navio com moedas de Bitcoin. Imagem: ChatGPT.
O Bitcoin voltou a ficar acima dos US$ 78.000 nesta quarta-feira (22). O movimento acontece após o presidente americano Donald Trump anunciar uma extensão do cessar-fogo com o Irã.
Em Wall Street, os ETFs de Bitcoin registram seu 6º dia consecutivo de entradas. Apesar dos números pequenos, de somente US$ 11,8 milhões, isso ajuda a entender o sentimento do mercado.
Outras criptomoedas acompanham a disparada do Bitcoin, incluindo Ethereum, Solana e Dogecoin.
Donald Trump já havia anunciado um cessar-fogo de 14 dias com o Irã no dia 8 de abril. O prazo acabava hoje, mas o presidente americano anunciou uma extensão, desta vez sem citar datas.
Na prática, a grande mídia revela que o Irã confiscou dois navios após esse anúncio e, além disso, o preço do barril de petróleo segue acima dos US$ 91.
Independentemente disso, o Bitcoin reagiu bem e volta a ser negociado acima dos US$ 78.000.
Além dos US$ 2,54 bilhões comprados pela Strategy na última semana, os ETFs de Bitcoin também mostram que o mercado está mais confiante. Isso porque esses fundos registraram seu 6º dia consecutivo de entradas.
Os destaques ficam para o IBIT da BlackRock e para o estreante MSBT do Morgan Stanley, ambos com 10 dias consecutivos no positivo.
Segundo o índice de medo e ganância do Bitcoin, o sentimento ainda é de ‘medo’. No entanto, este é o melhor nível desde janeiro.
Enquanto o Bitcoin sobe 3,2% nas últimas 24 horas, outras criptomoedas chegam a ultrapassar esses ganhos levemente. Como exemplo, Ethereum ganha 4,4% e Solana 3,8% no mesmo período.
No mercado de futuros, mais de 100 mil traders foram liquidados, principalmente por conta dos movimentos do Bitcoin e do Ethereum. Cerca de 3/4 das posições eram shorts.
“Segundo dados da CoinGlass, nas últimas 24 horas, 105.639 traders foram liquidados, com liquidações totais de US$ 439,26 milhões. A maior ordem individual de liquidação ocorreu na Binance, no par BTCUSDC, no valor de US$ 5,50 milhões.”
Por fim, investidores focados no curto prazo devem se manter atualizados sobre os conflitos no Oriente Médio, bem como sobre o preço do petróleo, que pode afetar os dados de inflação, e as projeções sobre o que o Fed e outros grandes bancos centrais farão com as taxas de juros nas próximas reuniões.