A BlackRock, gestora com US$ 14 trilhões em ativos sob gestão, publicou nesta quarta-feira (21) um relatório sobre o que acompanhar neste ano de 2026. Dentre os destaques estão os setores de IA, criptomoedas, defesa e infraestrutura.
Atualmente a gestora é responsável pelo maior ETF de Bitcoin do mundo, o IBIT, que mantém US$ 70,2 bilhões na criptomoeda, bem como pelo maior ETF de Ethereum, com outros US$ 10,6 bilhões.
“Os temas estão impulsionando os mercados de maneiras sem precedentes, com o patrimônio sob gestão (AUM) de fundos temáticos nos EUA crescendo 11 vezes na última década”, inicia a gestora.
“Temas como criptomoedas continuam sendo prioridade para os investidores, com o ETF iShares Bitcoin Trust (IBIT) permanecendo como o ETP de crescimento mais rápido da história.”

Criptomoedas aparecem como destaques para 2026 em relatório da BlackRock
As criptomoedas iniciaram o ano com grande volatilidade. Após o Bitcoin ganhar 12% nas duas primeiras semanas de janeiro, a maior moeda do mercado caiu 10% na última semana, devolvendo quase todo ganho anterior.
Independente disso, a BlackRock continua apostando no setor.
No seu relatório que cita quatro temas para 2026, as criptomoedas são um deles. Mais especificamente, a gestora fala sobre o termo tokenização.
“Uma tendência que vemos surgir são novas formas de acessar os mercados. Uma dessas formas pode ser por meio de ativos tokenizados, ou ativos cujos direitos de propriedade foram convertidos em tokens digitais em uma blockchain”, escreve a BlackRock. “Eles estão ganhando popularidade, como mostra o aumento da adoção das stablecoins.”
“Stablecoins são um exemplo de tokenização, em que o ativo subjacente é uma moeda fiduciária como o dólar americano.”
Como destaque, a gestora aponta que o Ethereum pode se beneficiar desse crescimento já que a criptomoeda domina cerca de 65% deste mercado, superando outros nomes como BNB Chain (9,7%), Solana (4,5%), Stellar (4,1%) e Arbitrum (3,8%).

Outros temas citados pela gestora
O setor de Inteligência Artificial (IA) continua no radar de muitos, incluindo da BlackRock. A gestora aponta que o uso de tokens de IA cresceu 17 vezes desde 2024 no OpenRouter, indicando uma forte adoção.
“Tokens são como o “combustível” que a IA usa para ler informações e produzir uma resposta”, explica a gestora. “Conversas simples usam pouco combustível, mas tarefas mais difíceis, como ajuda em programação, geração de vídeos ou IA capaz de executar múltiplas etapas sozinha (isto é, IA agentiva), usam muitas vezes mais.”
“Quando a IA precisa interpretar entradas desorganizadas do mundo real (pense em dados de sensores em um carro autônomo) e tomar várias decisões em sequência, o uso de tokens pode aumentar ainda mais. Assim, mesmo que o número de usuários de IA permanecesse o mesmo, a demanda total por poder computacional ainda poderia crescer conforme as pessoas usam a IA para tarefas mais complexas.”
A gestora chega a colocar a IA ao lado de outras grandes inovações como ferrovias, infraestrutura automotiva, hardware e telecomunicação.
Seguindo, a BlackRock também dá destaque para o setor de defesa, apontando para a fragmentação geopolítica, bem como para o setor de infraestrutura, citando uma grande demanda mundial por energia.