
Militar usou informações de guerra para lucrar (Fotos/Reprodução)
A promotoria federal do estado de Nova York tornou pública a denúncia criminal contra um soldado do exército na quinta-feira (23). Gannon Ken Van Dyke (38) é o alvo principal da corte por usar dados de inteligência da defesa dos Estados Unidos (EUA) para prever o desfecho de missões armadas na plataforma Polymarket.
O militar usou as informações sigilosas da invasão do território da Venezuela para lucrar no mercado de previsões, após enviar seu dinheiro de uma corretora de criptomoedas que não operava nos EUA. O cidadão apostou grandes fatias de seu patrimônio de forma prévia para tentar enriquecer de modo ilegal e silencioso.
Gannon compunha o quadro de oficiais escalados para traçar as linhas táticas da invasão das frotas da marinha e aeronáutica. Desta forma, o membro das forças armadas desrespeitou os termos de sigilo vitalícios do contrato com a pátria que defende.
“Gannon Ken Van Dyke supostamente traiu seus companheiros soldados ao utilizar informações confidenciais para obter ganhos financeiros pessoais“, disse o Diretor Assistente do FBI, James C. Barnacle Jr. “Van Dyke lucrou mais de US$ 400.000 negociando diversos resultados relacionados à Venezuela após tomar conhecimento da operação, devido à sua função como soldado do Exército dos EUA. O FBI continuará investigando ameaças à segurança de nossa nação, especialmente aquelas provenientes daqueles encarregados de proteger informações confidenciais sensíveis e operações militares.”
Gannon investiu a soma de US$ 33 mil dólares em apostas de que o exército faria uma ofensiva letal na capital venezuelana, uma operação que começou entre dezembro de 2025 e durou até a captura de Nicolás Maduro em janeiro de 2026.
O portal Polymarket usa criptomoedas na compra e na venda de bilhetes em eventos ligados ao noticiário mundial. Assim, o soldado tentou despistar os oficiais de inteligência que investigam quebras de confiança dos militares.
O chefe das investigações locais acusou o indivíduo de colocar todo o batalhão tático em um risco de morte gravíssimo. Isso porque, o simples fato de uma pessoa comprar dezenas de contratos sobre a invasão atrai a atenção de governos estrangeiros.
“O anúncio de hoje [23] deixa claro que ninguém está acima da lei, e este FBI fará tudo o que for necessário para defender a pátria e salvaguardar os segredos da nossa nação“, disse o diretor do FBI, Kash Patel. “Qualquer pessoa com autorização de segurança que pense em usar seu acesso e conhecimento para ganho pessoal será responsabilizada.”
A invasão das frotas no país vizinho do Brasil ocorreu sem resistência das forças armadas venezuelanas e a dupla invasora encerrou a captura almejada. O cidadão aguardou a confirmação das TVs e efetuou as baixas dos ganhos milionários com a liquidação final da corretora.
O saldo na conta da Polymarket subiu de forma meteórica após a rede validar o acerto nas previsões com as moedas. Gannon extraiu os lucros de quase US$ 410 mil dólares na mesma data da confirmação do evento pelas mídias abertas.
Esse valor de saque soma a fortuna na casa dos R$ 2,3 milhões de reais com o repasse para o tesouro americano. O indivíduo tentou ainda mascarar os valores e até apagar sua conta na Polymarket, mas os investigadores chegaram até sua identidade.
Os promotores rastrearam a fuga da conta pessoal para as vias de lavagem antes do soldado destruir todos os cadastros no suporte. Gannon deve encarar até três penas pesadas nos tribunais por quebra de promessa nacional e fraude financeira digital.
A soma das fraudes financeiras com a lavagem atrai mais sessenta anos, caso ele seja condenado.