Ministério Público

MPF denuncia brasileiros e um chinês por tráfico de 17 pessoas ao Camboja para trabalhar em falsas corretoras de criptomoedas

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O Ministério Público Federal (MPF) denunciou uma quadrilha internacional de fraudes com criptomoedas nesta última sexta-feira (15). A ação criminal aponta o tráfico de dezessete cidadãos brasileiros para o Camboja.

Três brasileiros e um homem de origem chinesa integram a lista de acusados na Justiça Federal de São Paulo, informou a autoridade que conduz as investigações.

As autoridades revelaram que os suspeitos atraíam vítimas com promessas de ganhos na internet. Investigações apuraram que o objetivo real consistia em aplicar golpes financeiros contra investidores no Brasil.

Tráfico humano sustentava esquema de golpes com criptomoedas

Tais criminosos utilizavam redes sociais e indicações diretas para divulgar vagas de emprego na Ásia. Assim, o grupo prometia posições na área de marketing e investimentos em criptoativos com salários iniciais de US$ 900,00.

Além disso, a proposta contemplava comissões altas e prêmios de até US$ 20 mil por alcance de metas de vendas. Contudo, os chefes do bando escondiam detalhes precisos da operação sob o pretexto de cláusulas de sigilo empresarial.

A realidade dos fatos surgia logo após o desembarque das vítimas em um hotel na cidade de Sihanoukville. Tais passaportes sofriam retenção imediata para impedir qualquer tentativa de fuga dos trabalhadores ao território brasileiro.

Desta forma, os reféns recebiam ordens para administrar dezenas de perfis falsos em redes de relacionamento virtuais.

As vítimas trabalhavam por mais de doze horas diárias na captação de clientes para esquemas de pirâmide financeira. O foco recaía na atração de fundos para corretoras fictícias e falsos investimentos em bitcoin.

Punições financeiras mantinham trabalhadores em cativeiro

Os chefes do bando estabeleceram um sistema de multas restritivas para criar dívidas elevadas e prender os jovens no hotel asiático.

Saídas para o banheiro sem aviso prévio ou atrasos pontuais geravam descontos altos nos pagamentos combinados na fase de recrutamento. A rescisão antecipada do contrato exigia o desembolso do montante de US$ 5 mil por parte do trabalhador confinado.

Restrições rígidas de alimentação reduziam as resistências físicas e psicológicas de todos os integrantes do grupo afetado.

Dois brasileiros acusados de comandar o esquema aguardam extradição nas penitenciárias da República Popular da China neste exato momento. O procurador responsável exige o pagamento de R$ 80 mil em indenizações por danos morais para cada cidadão resgatado.

Os indivíduos enfrentam acusações de tráfico internacional com penas previstas de quatro a oito anos de prisão.

As condenações por organização criminosa descritas na Lei 12.850/2013 adicionam castigos extras na cadeia estipulados entre três e oito anos de reclusão. Punições adicionais ocorrem em virtude da retirada forçada das vítimas do território nacional.

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Gustavo Bertolucci

Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

Autor:
Gustavo Bertolucci