Peter Brandt, trader com mais de 51 anos de experiência no mercado, não está animado com a alta do Bitcoin nos últimos meses. Em tuíte publicado nesta quarta-feira (13), o veterano voltou a fazer um alerta sobre uma possível queda.
Seus comentários acontecem após o Bitcoin cair abaixo dos US$ 80.000 devido à publicação dos dados de inflação dos EUA e à perspectiva de que o Fed pode voltar a subir a taxa de juros.
No final de abril, Brandt afirmou que o Bitcoin estava em um canal ascendente, mas que isso não era um padrão de alta. Embora a criptomoeda tenha subido nos dias seguintes, ele mantém sua opinião.
Peter Brandt diz que Bitcoin não formou fundo
Arthur Hayes, fundador da BitMEX, afirmou na segunda-feira (11) que o Bitcoin já havia atingido seu fundo anual e tem caminho livre até os US$ 126.000, topo histórico da criptomoeda.
No entanto, um lendário trader com 51 anos de experiência no mercado discorda disso.
Em análise publicada em suas redes sociais, Peter Brandt escreveu a palavra “não” por três vezes para dizer que o Bitcoin ainda pode cair.
“Como eu vejo isso: um fundo reconhecível ainda NÃO NÃO NÃO foi concluído no Bitcoin.”
“Um possível canal de baixa existe a partir da mínima de fevereiro. O preço está sendo repelido pela linha superior. Um fechamento pelo ATR (Average True Range) abaixo de 79.145 indicaria um recuo de volta ao ponto médio e, talvez, depois para a linha inferior”, explicou Brandt.

Por outro lado, Hayes afirma que o rali só vai começar de verdade quando o Bitcoin passar dos US$ 90.000, momento em que traders como Brandt podem mudar de opinião, tornando-se compradores.
Eventos macroeconômicos podem agitar o mercado
A principal atenção do mercado está voltada para a inflação americana. Como exemplo, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano de 10 anos chegaram a 4,5% nesta quarta-feira (13), seu maior nível do ano.

Somado a isso, o preço do barril de petróleo bruto também é acompanhado de perto por investidores. Cotado a US$ 67 no fim de fevereiro, hoje o WTI está sendo negociado por US$ 102.
Isso porque um aumento nos combustíveis encarece toda a cadeia de transporte, elevando o preço de outros produtos, incluindo alimentos.
Por fim, tanto a análise técnica quanto a fundamentalista podem estar apontando para o mesmo cenário neste momento.
