
(Foto/PF)
A Polícia Federal (PF) iniciou a Operação Véu de Maia nesta segunda-feira (6) e agentes cumprem nove mandados de busca e apreensão contra um grupo com foco em apostas ilegais.
O alvo da ação policial envolve um suposto esquema de evasão de divisas no território nacional.
Criminosos utilizavam o mercado de criptomoedas para enviar valores ao exterior como forma de ocultar valores.
A investigação mira as fraudes geradas por plataformas sem registro de palpites de quota fixa. Equipes de policiais realizam buscas pessoais em seis cidades de três estados brasileiros.
A Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) identificou os primeiros indícios das manobras financeiras. Este órgão ligado ao Ministério da Fazenda enviou os relatórios de alerta para as autoridades policiais.
O documento aponta o uso de oitenta e sete empresas na estrutura do crime. Tais firmas operavam no papel de intermediárias para movimentar os recursos de agenciadores irregulares de apostas.
Desta forma, o dinheiro sujo ganhava uma aparência limpa nas contas bancárias e a PF apura se os criminosos compravam criptoativos para facilitar a remessa do capital para fora do Brasil.
Os mandados judiciais abrangem as cidades goianas de Aparecida de Goiânia e Goiânia nesta etapa. Além disso, o estado de São Paulo registra buscas nos municípios de São Paulo e Ribeirão Preto.
Policiais federais também vasculham endereços nas cidades gaúchas de Porto Alegre e Canoas. A Justiça autorizou a revista pessoal dos alvos para recolher provas dos desvios financeiros.
O avanço das apurações trará a identidade dos líderes da suposta organização ilícita. A corporação aponta o enquadramento dos envolvidos em delitos como a lavagem de dinheiro.
A pena para infrações financeiras costuma resultar em anos de prisão em regime fechado e os investigadores buscam encontrar outros crimes cometidos pela quadrilha no decorrer da análise dos materiais recolhidos.
As autoridades mantêm o sigilo sobre os nomes dos alvos para preservar o andamento das coletas de provas.