Projeto de lei para autocustódia de bitcoin no Brasil pode avançar em 2026
22/01/2026 15:34 15:34
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(Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados)
O projeto de lei da Deputada Federal Julia Zanatta (PL-SC) que protege o direito a autocustódia de bitcoin e criptomoedas no Brasil pode avançar nos debates legislativos em 2026.
De acordo com reportagem da Agência Câmara de Notícias nesta quinta-feira (22), o Projeto de Lei (PL 311/2025) é uma defesa aos direitos constitucionais dos brasileiros, assim como o de ir e vir.
“Qualquer tentativa de limitar essa prática representa uma afronta ao princípio da segurança jurídica e à autonomia privada, contrariando os fundamentos do Estado Democrático de Direito“, disse Zanata, citada na reportagem.
Apresentado em fevereiro de 2025, o projeto de lei ainda tramita na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) e deve passar por outras antes de ir ao plenário da Câmara dos Deputados.
Além disso, o PL que defende a soberania individual do bitcoin como idealizado pelo seu criador Satoshi Nakamoto tem que contar com ampla maioria dos votos no Senado Federal. Assim, poderá se tornar uma lei no Brasil e regular de forma positiva o tema.
Zanatta aponta que a defesa da autocustódia tem relação direta com direito de propriedade, a livre iniciativa e a privacidade de dados pessoais.
Caso aprovado no futuro, a autocustódia poderá ser no Brasil institucionalizada para qualquer criptomoeda, independente da natureza, tecnologia ou forma de emissão.
Ela também é uma das autoras de outro projeto de lei que impede a emissão de dinheiro em espécie no país, que tramita em conjunto com outro que quer impedir a impressão de moeda pelo banco central nos próximos anos. Julia também defende que o Bacen pare a criação do Drex, uma tecnologia que aponta ser uma das principais ferramentas de vigilância social dos brasileiros em andamento.
Autocustódia de bitcoin é um dos principais pontos de segurança da tecnologia
Um dos debates mais importantes para o bitcoin desde a sua concepção é a forma correta de guardar as moedas em carteiras seguras e sem conexão com a internet. As corretoras, por exemplo, são pontos centrais de falhas, uma vez que podem sofrer ataques hackers ou vários outros problemas.
Com a autocustódia, contudo, os bitcoiners podem garantir a propriedade inconfiscável de seus valores, se feita de forma correta.
Um recente debate no Brasil entre o professor Renato Trezoitão e Pablo Marçal mostrou a importância e alcance mainstream do tema. Isso porque, Marçal não sabia realizar o procedimento de forma correta, mas Trezoitão lhe garantiu a importância de entender melhor o assunto para o seu próprio futuro.
Por fim, com o tema já em debate até na legislação, fica claro que a autocustódia entrou na mira das autoridades que defendem a liberdade individual, mas que a salvação é individual de cada pessoa.
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Bruno Costa
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4). Graduado em Jornalismo pela Universidade Europeia, Bruno aprofundou sua expertise com formações como o curso DAO Fundamentals (EDU Trainings) e o Web3 Solidity Bootcamp (Metana). Sua cobertura inclui adoção de DeFi em mercados emergentes, cultura NFT na América Latina e análises de UX em aplicações descentralizadas. Entre suas principais competências estão reportagem investigativa, análise do mercado cripto, construção de narrativa e estratégia de conteúdo. No Brasil, o público o conhece por portais como Cointimes.com.br, onde é colaborador regular, além de suas reportagens investigativas que revelaram golpes no setor DeFi. Uma de suas séries chegou a contribuir para alertas regulatórios e maior fiscalização por parte da CVM. Seu guia sobre stablecoins alcançou mais de 50 mil leitores e foi referenciado por três grupos acadêmicos de pesquisa, enquanto sua consultoria para uma carteira DeFi ajudou a redesenhar o conteúdo de onboarding e atraiu mais de 10 mil novos usuários. Bruno já foi citado pelo Valor Econômico, fez coberturas presenciais na São Paulo NFT Expo e no Rio Blockchain Meetup, e participou de grandes eventos como a SP Tech Week e a Blockchain Conference Brasil, onde discutiu temas sobre regulação do DeFi, UX e inovação. Curioso e criativo, com um forte foco em conectar tecnologia e cultura, ele costuma lembrar colegas e leitores de que “Journalism should empower readers with clarity in a world full of crypto hype and misinformation.” Disclaimer: Todo o conteúdo aqui apresentado diz respeito a temas de criptomoedas, blockchain e Web3 e possui caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento financeiro, de investimento ou jurídico. As análises refletem a experiência e a pesquisa pessoal do autor. O nome do autor é utilizado como pseudônimo. Sempre faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões no ecossistema cripto.
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