Relatório do Goldman Sachs sobre bitcoin deve ter sido feito por estagiários, diz diretor de exchange

O diretor da Kraken também apontou alguns erros técnicos. Um deles, por exemplo, foi confundir “fork” com “inflação”. Fork, em explicação simples, é o nome usado para descrever atualizações ou mudanças na blockchain.

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Foto/Divulgação

Dan Held, diretor de desenvolvimento de negócios da Kraken – exchange sediada na Califórnia (EUA) – disse em seu perfil no LinkedIn que o relatório do Goldman Sachs sobre bitcoins só pode ter sido escrito por estagiários.

Na quinta-feira (27), em uma apresentação para clientes, o grupo financeiro multinacional não recomendou investimento em “bitcoin de maneira estratégica ou tática” porque as criptomoedas “não são classes de ativos”.

Relatório associou bitcoin com “esquema Ponzi” e “bolha financeira”

Um dos erros do relatório, escreveu o entusiasta em criptomoedas, foi a alegação de que o bitcoin é um “esquema ponzi”.

Vale reforçar que, apesar de alguns esquemas de pirâmides financeiras afirmarem investir em criptomoedas, eles são bem diferentes do bitcoin.

Esquemas fraudulentos geralmente prometem rendimentos fixos e são insustentáveis em longo prazo. O bitcoin, por outro lado, não oferece lucro fixo e tem um objetivo bem diferente do proposto por golpes.

Held também criticou o fato de o Goldman Sachs sugerir que o bitcoin é uma “bolha”. “Uma bolha que continua subindo?”, questionou ele.

Entusiasta de criptomoedas apontou erros técnicos

O diretor da Kraken também apontou alguns erros técnicos. Um deles, por exemplo, foi confundir “fork” com “inflação”. Fork, em explicação simples, é o nome usado para descrever atualizações ou mudanças na blockchain.

Além disso, o entusiasta das criptomoedas também escreveu que a instituição financeira fez confusão ao colocar no mesmo patamar a possibilidade de uma corretora de criptomoedas ser invadida por um hacker e a possibilidade de a invasão ocorrer no próprio sistema do bitcoin, o que são duas situações diferentes.

A blockchain que sustenta o bitcoin está funcionando faz 12 anos e é considerada um registro forte de segurança, “sendo provavelmente o maior projeto de computação distribuída do mundo”, segundo o Bitcoin.org.

Bitcoin sobe mesmo após crítica do Goldman Sachs

Apesar de critica do Goldman Sachs, o bitcoin subiu 5% na quinta-feira (28), superando os US$ 9.500. Antes dessa alta, o maior ativo digital do mundo lutava para conseguir se manter na casa dos US$ 8.800

No final da manhã desta sexta-feira (29), a criptomoeda estava sendo negociada a US$ 9.443, com leve queda de -0,71% na comparação com o valor registrado ontem.

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Lucas Marins
Lucas Marins
Jornalista desde 2010. Escreve para Livecoins e UOL. Já foi repórter da Gazeta do Povo e da Agência Estadual de Notícias (AEN).
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