As piores criptomoedas de 2022

Enquanto 2021 foi um ano de grandes altas, os investidores de criptomoedas tiveram um grande revés em 2022. Enquanto o Bitcoin despencou 66%, outros investimentos chegaram a perder quase todo seu valor.

Dentre as piores criptomoedas de 2022 estão a Terra (LUNA), agora chamada de Terra Classic (LUNC), e sua stablecoin TerraUSD (UST), também renomeada para Classic.

Na sequência, o token FTT da falida corretora FTX completa este pódio nada memorável, seguido por outras gigantes como Solana (SOL), Axie Infinity (AXS) e The Sandbox (SAND).

O fiasco da Terra (LUNA)

As criptomoedas já estavam em forte queda desde novembro de 2021, quando o Fed começou a elevar a taxa de juros, mas a situação piorou bastante em maio de 2022.

Na data, a stablecoin algorítmica UST perdia sua paridade com o dólar, atingindo o valor de US$ 0,05 naquele mesmo mês. Como consequência, a Terra (LUNA) também desabava devido ao mecanismo que ligava essas duas criptomoedas.

No total, cerca de R$ 310 bilhões evaporaram do mercado conforme a LUNA e a UST perderam, respectivamente, 99,99% e 97,88% de seus valores.

A falência da FTX

Completando o top 3 das piores criptomoedas de 2022 aparece o FTT, token da corretora FTX. Após dados mostrarem que boa parte do portfólio da Alameda Research era composto de FTT, surgiram diversos rumores que a FTX estaria insolvente.

Uma corrida de saques acabou confirmando os boatos poucos dias depois, resultando na falência da FTX e pelo menos outras 130 empresas deste império. Como consequência, o token FTT perdeu 97,77% de seu valor, parecendo um milagre ainda não ter chegado a zero.

Já nas últimas semanas, a CEO da Alameda Research confessou ter cometido fraude. Enquanto isso, Sam Bankman-Fried (SBF), fundador da FTX, foi preso nas Bahamas e extraditado para os EUA, mas liberado após pagar fiança de R$ 1,2 bilhão.

Outra afetada pela quebra da FTX foi a Solana (SOL), criptomoeda fortemente apoiada por SBF. Perdendo 94,36% de seu valor no ano, a SOL foi um dos piores investimentos de 2022.

ETHW, o Ethereum que não deu certo

Mesmo sendo um ano promissor para o Ethereum, a criptomoeda de Vitalik Buterin fechou o ano com uma queda de 70%, deixando qualquer hype da atualização The Merge no passado.

No entanto, a maior perda foi registrada pelo Ethereum PoW (ETHW), um fork criado pela comunidade após a migração do ETH para Proof-of-Stake para tentar manter a mineração viva.

Sem força nenhuma, o ETHW não apenas apresentou queda de 97,6% como também se tornou uma moda entre golpistas. Em outras palavras, é difícil imaginar um futuro para essa criptomoeda em 2023.

Criptomoedas do metaverso

Finalizando, as criptomoedas do metaverso foram outras que não desempenharam nada bem em 2022. O token homônimo do jogo Axie Infinity, tido como líder do setor P2E, perdeu 93,6% de seu valor, porcentagem semelhante ao SLP, outro token deste domínio.

Além do enfraquecimento do metaverso, que também derrubou a The Sandbox (SAND) em 93%, vale lembrar que a Axie Infinity foi vítima de um dos maiores hacks da história, perdendo R$ 3 bilhões na rede Ronin.

Por fim, outras criptomoedas menos famosas também registraram perdas gigantes em 2022. A Helium, removida da Binance em outubro, fechou o ano com queda de 95%. Contudo, obviamente outras criptomoedas menores tiveram desempenhos ainda piores, chegando perder 100% de seu preço.

Sendo assim, este mais recente ciclo de baixa fez mais uma limpa no mercado. Segundo analistas, o setor tem potencial, mas muitos projetos devem desaparecer, assim como aconteceu durante a internet nos anos 2000.

10 piores criptomoedas de 2022

  • LUNA
  • FTT
  • ETHW
  • HNT
  • SOL
  • AXS
  • SAND
  • GRT
  • FIL
  • FLOW
As piores criptomoedas de 2022.

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Henrique HK
Henrique HKhttps://github.com/sabotag3x
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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