
ETFs processaram US$ 1,2 bilhão em saídas nos últimos cinco dias de negociações. Imagem: ChatGPT.
Os ETFs americanos de Bitcoin registraram saídas de US$ 635,2 milhões nesta quarta-feira (13), o pior número desde o início de fevereiro. Somado a isso, o Índice de Medo e Ganância voltou a apontar para ‘medo’.
A mudança no humor do mercado acontece após a criptomoeda cair abaixo dos US$ 80.000.
Dentre os principais motivos estão os dados de inflação dos EUA e a expectativa de que o Fed voltará a subir a taxa de juros para controlá-la.
Embora os ETFs de Bitcoin tenham iniciado o mês com fortes entradas, animando outros investidores, os fundos processaram US$ 1,2 bilhão em saídas nos últimos cinco dias de negociações.
As maiores vendas aconteceram nesta quarta-feira (13), o pior resultado dos últimos três meses.
Em maio, o fluxo continua positivo, em US$ 411,3 milhões.
Conforme os ETFs podem ser vistos como um termômetro do mercado, o do sentimento dos investidores também caiu nesta quinta-feira (14), como pode ser visto pelo Índice de Medo e Ganância.
Traders como Peter Brandt, com 50 anos de experiência, alertam que o Bitcoin ainda não formou um fundo, podendo cair mais.
No momento desta redação, o Bitcoin é negociado a US$ 79.800. A luta na região dos US$ 80.000 pode definir o destino da criptomoeda no curto prazo.
A principal atenção dos investidores está voltada para os dados de inflação dos EUA e outras potências econômicas. Isso porque ela chega a 3,8% ao ano, cada vez mais longe da meta do Fed, devido ao aumento no preço do petróleo.
Segundo a ferramenta FedWatch do CME, a expectativa é que o BC americano mantenha ou volte a subir a taxa de juros nos próximos meses.
Nesta quarta-feira (13), o Senado americano confirmou a nomeação de Kevin Warsh como o próximo presidente do Fed.
Além de possuir um portfólio com exposição ao mercado de criptomoedas, o economista também é um defensor do Bitcoin. No entanto, isso não deve ter impacto nas suas decisões.