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Polícia Federal bloqueia criptomoedas de grupo criminoso na fronteira do Rio Grande do Sul

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A Polícia Federal (PF) deflagrou a operação Numismática II contra crimes financeiros na quinta-feira (7) e os agentes cumpriram mandados de busca na cidade de Uruguaiana (RS) para desarticular um esquema fraudulento.

A 1ª Vara Criminal da Justiça Federal de Rio Grande (RS) autorizou a ação policial para aprofundar as apurações sobre lavagem de capitais. O grupo sob suspeita movimentava recursos irregulares nas fronteiras do sul do país.

Autoridades de segurança executaram ordens expedidas enquanto os investigadores buscam frear a circulação de dinheiro sem origem comprovada.

Bloqueio de criptomoedas e desarticulação do grupo criminoso

Mandados judiciais determinaram o sequestro de bens imóveis e de veículos dos alvos. O bloqueio atinge também os saldos em criptoativos mantidos pelos investigados nas corretoras e eventuais carteiras recolhidas nos endereços dos suspeitos.

Agentes recolheram mídias e diversos equipamentos eletrônicos nos endereços vistoriados pela corporação. Todo o material retido passará por uma análise pericial nos laboratórios policiais, mas a PF não informou se conseguiu apreender alguma carteira ou valor em cripto.

Desta forma, a PF consegue rastrear o caminho dos valores ocultados pelos infratores. O estudo dos documentos ajuda a identificar outros membros da rede de fraudes.

A ofensiva atual deriva de provas colhidas na primeira fase da operação Numismática. A etapa inicial focou na evasão de divisas e no fluxo ilícito de moeda estrangeira.

Esquema financeiro sem lastro na economia do país

O inquérito policial revelou um padrão incomum nas transações das pessoas sob investigação. Os suspeitos recebiam recursos financeiros oriundos de diversas partes do território nacional.

Além disso, o volume de capital transacionado não possuía relação com as atividades comerciais do grupo. As empresas de faixada serviam apenas para dar uma aparência lícita ao dinheiro transferido.

Infratores costumam utilizar moedas de outros países para tentar despistar a vigilância dos órgãos de controle. O fluxo financeiro na região de divisa atrai quadrilhas focadas em ocultar fortunas de origem duvidosa.

A troca de dados entre instituições de defesa fortalece o combate aos crimes de colarinho branco. O trabalho em conjunto permite a localização rápida de contas bancárias em nome de terceiros.

Leia também: PF apreende carteira de criptomoedas durante operação Encriptados

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Gustavo Bertolucci

Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

Autor:
Gustavo Bertolucci