Dificuldade de mineração do Bitcoin tem maior queda desde banimento da China, entenda

Mesmo que o preço do Bitcoin tenha caído fortemente nos últimos 12 meses, a taxa de hash tomou um caminho diferente, saltando 68% no mesmo período. Ou seja, mineradoras já estavam com retornos menores e mesmo assim enfrentaram forte concorrência.

Atualizado nesta terça-feira (6), a dificuldade de mineração do Bitcoin teve sua queda mais acentuada desde julho do ano passado, quando a China expulsou mineradores de suas terras.

Tal métrica é um ajuste do próprio Bitcoin, realizado a cada ~14 dias para manter o tempo médio dos blocos em 10 minutos. Em outras palavras, a queda na dificuldade reflete a queda da taxa de hash de mineração nas últimas semanas.

No fim do mês passado, um estudo alertou que o setor de mineração estaria sobre grande estresse, podendo ser a próxima preocupação dos investidores, já que tais mineradoras poderiam despejar até R$ 6,8 bilhões em BTC no mercado para sobreviverem a este inverno.

A forte concorrência na mineração

Mesmo que o preço do Bitcoin tenha caído fortemente nos últimos 12 meses, a taxa de hash tomou um caminho diferente, saltando 68% no mesmo período. Ou seja, mineradoras já estavam com retornos menores e mesmo assim enfrentaram forte concorrência.

Um dos motivos foi a migração do Ethereum para Proof-of-Stake, obrigando algumas gigantes a adquirem mais ASICs para minerar Bitcoin após subitamente perderem boa parte de sua receita.

Sendo assim, até mesmo a maior mineradora de Bitcoin do mundo, a Core Scientific, afirmou estar à beira da falência, já dando calote no pagamento de empréstimos.

A mesma crise assombra outras gigantes que não conseguem mais obter lucro com a atividade. Com diversas delas localizadas nos EUA, o aumento no preço da energia foi outro fator que pesou nesta conta. A Compute North, por exemplo, chegou a jogar a toalha, declarando falência em setembro deste ano.

Dificuldade de mineração de Bitcoin em queda

Dado as informações acima, algumas mineradoras estão vendendo parte de seus equipamentos, ou apenas tirando os mesmos da tomada, causando uma queda no poder computacional do Bitcoin.

“O protocolo do Bitcoin acaba de diminuir a dificuldade de mineração em -7,3%, o maior ajuste negativo desde julho de 2021”, nota a Glassnode. “Dados os preços deprimidos da moeda, o aumento dos custos de energia e os encargos da dívida, a indústria de mineração está sob estresse extremo.”

Como consequência dessa diminuição, os blocos do Bitcoin demoram mais a serem minerados. Contudo, um recurso da própria criptomoeda ajusta a chamada “dificuldade” a cada 2.016 blocos — cerca de 14 dias.

Ou seja, o Bitcoin segue intacto, mas o mercado de baixa está massacrando mineradoras. Portanto, tudo indica que apenas as melhores posicionadas financeiramente permanecerão no jogo.

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Henrique HK
Henrique HKhttps://github.com/sabotag3x
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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