
Kevin Warsh. Fonte: YouTube/Reprodução
Kevin Warsh, indicado por Trump para ser o próximo presidente do Fed, divulgou mais de US$ 100 milhões em ativos em declaração apresentada recentemente.
Nas 69 páginas aparecem dezenas de empresas do setor de criptomoedas. Isso inclui corretoras, mercados de previsões e plataformas de desenvolvimento.
Além disso, também é possível ver investimentos em nomes famosos, como a SpaceX, de Elon Musk, e diversas empresas de IA.
Kevin Warsh foi indicado para a presidência do Fed ainda em janeiro por Donald Trump. No entanto, o economista deve assumir o cargo somente após a saída de Jerome Powell, esperada para o dia 15 de maio.
Um documento publicado no Escritório de Ética do Governo dos Estados Unidos (OGE, na sigla inglesa) revela que Warsh possui uma forte exposição ao setor de criptomoedas. A lista mostra cerca de 30 investimentos em empresas e plataformas do setor.
Dentre os destaques estão as corretoras Lemon Cash, Lighter e dYdX, exposição direta às criptomoedas Solana e Optimism, bem como participações nas VCs Polychain e.
A lista completa é a seguinte:
Também ligado ao setor cripto está o Brave, navegador de internet focado em privacidade.
Tais investimentos acima foram feitos através da holding DCM Investments 10 LLC, com o valor total ficando entre US$ 250.001 e US$ 500.000.
Além das criptomoedas, Kevin Warsh também demonstrou um forte interesse em Inteligência Artificial (IA), também com exposição a mais de 30 empresas do setor.
Isso inclui plataformas de comparação de preço, análise de risco de crédito, gerenciamento de dados, segurança, vendas, dentre outros, todos alimentados por IA. Somado a isso, também é possível ver alguns investimentos em robótica.
Independentemente disso, os maiores investimentos do próximo presidente do Fed não estão em cripto ou IA, mas sim em fundos privados. Isso inclui duas posições acima de US$ 50 milhões cada no Juggernaut Fund, LP, gerido por um escritório familiar de Stanley Druckenmiller.
A exposição de Kevin Warsh ao setor cripto não é nenhuma surpresa. Em conversa com a Hoover Institution, da Universidade de Stanford, publicada em julho de 2025, Warsh chegou a falar diretamente sobre o Bitcoin.
“Você fez referência ao Bitcoin, e achei que ouvi um certo tom de superioridade em relação às pessoas compram bitcoin”, iniciou Warsh.
“Mas não dá essa impressão?”, questionou o entrevistador. “Charlie Munger, isso foi dois ou três anos antes de ele falecer, atacou o Bitcoin. Ele chamou de algo maligno, em parte porque começaria a minar a capacidade do Fed de administrar a economia.”
“Ou poderia impor disciplina de mercado, ou poderia mostrar ao mundo que há coisas que precisam ser consertadas”, continuou Warsh. “O Bitcoin não me deixa nervoso.”
“Posso lembrar de um jantar que tive aqui em 2011 com alguém que também é convidado do seu programa. Não vou dizer o nome dele. Ok, eu disse. Mark Andreessen, que me mostrou o white paper. Aquele era o white paper original. Eu gostaria de ter entendido com a mesma clareza que ele tinha o quão transformador o Bitcoin e essa nova tecnologia seriam. O Bitcoin não me incomoda. Eu o vejo como um ativo importante que pode ajudar a orientar formuladores de política quando estão fazendo as coisas certas e erradas. Ele não é um substituto do dólar. Acho que muitas vezes pode ser um excelente fiscal da política econômica.”