Myanmar propõe pena de morte para criminosos que operam centros de golpes de criptomoedas

EUA e China também intensificaram ações na região para conter esses centros de golpes com criptomoedas

O governo de Myanmar, país com cerca de 56 milhões de habitantes no Sudeste Asiático, está querendo implementar um projeto que propõe a pena de morte para golpistas de criptomoedas. O texto foi apresentado nesta quinta-feira (14), segundo as informações do Channel NewsAsia (CNA).

Sendo mais específico, o parlamento busca aplicar essa pena para quem sequestrar e obrigar vítimas a trabalhar em centros de golpes online.

O país faz fronteira com a Tailândia e o Laos, dois outros países famosos por abrigar esses centros. O mesmo acontece com o Camboja.

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Myanmar quer punir golpistas de criptomoedas com pena de morte

Dados do FBI apontam que os centros de golpes do Sudeste Asiático resultaram em perdas de US$ 17 bilhões nos últimos três anos. Fontes como o United States Institute of Peace apontam que a soma pode chegar a US$ 64 bilhões somente em 2023.

Em 2025, o governo americano chegou a aplicar a Lei Magnitsky contra esses golpistas e suas empresas. Além disso, os EUA também fizeram diversas apreensões de centenas de milhões de dólares nos últimos anos.

Já a China condenou 5 líderes desses centros à pena de morte em novembro do ano passado, dentre outras penas menos rígidas, mas incluindo perpétua.

A Tailândia chegou a cortar a energia de cinco pontos que fazem fronteira com Myanmar em 2025 para tentar conter a ação dos golpistas. No entanto, eles compraram geradores para continuar operando no local e a ação prejudicou somente outros moradores locais.

Ou seja, o que se vê é uma pressão por todos os lados, mas sem grandes efeitos práticos.

Já o parlamento de Myanmar anunciou nesta quinta-feira (14) um projeto de lei que prevê a pena de morte para esses golpistas. O país passa por uma guerra civil e o regime miltar perdeu o controle de postos de fronteiras e rotas comerciais. Portanto, o projeto também é visto como uma retomada do engajamento internacional com outros governos.

“O texto prevê pena de morte para casos de “violência, tortura, prisão e detenção ilegais, ou tratamento cruel contra outra pessoa com o objetivo de forçá-la a cometer golpes online””, relatou o CNA.

Em suma, as vítimas são atraídas com falsas promessas de emprego, mas são obrigadas a aplicar golpes em outras vítimas. Estrangeiros estão entre os alvos, incluindo brasileiros, o que explica a preocupação global sobre essas operações.

Além da pena de morte, o projeto de lei de Myanmar também prevê prisão perpétua para quem operar centros de golpes e/ou cometer golpes com criptomoedas.

A votação deve acontecer no início de junho.

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Henrique HK
Henrique HKhttps://github.com/sabotag3x
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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