Ministério Público

Operação desarticula extorsão com criptomoedas ligada a seita Illuminati

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) deflagrou na quinta-feira (23) a Operação Illuminati contra crimes de extorsão em uma ação para acabar com um esquema focado em roubar dinheiro de vítimas para posterior compra de criptomoedas.

Os investigadores da Unidade de Combate aos Crimes Cibernéticos (UICC) focaram as buscas nos estados de Rondônia e no Distrito Federal. Desta forma, as equipes cumpriram dois mandados de prisão preventiva e duas ordens de busca em casas.

As autoridades apreenderam aparelhos celulares e outros computadores com os investigados durante os trabalhos. Esses equipamentos passarão por uma análise técnica para aprofundar a busca por mais suspeitos de participação nas ameaças.

Extorsões da seita Illuminati e a compra de criptomoedas

O caso chegou às polícias após denúncias de uma vítima com alvos de exigências financeiras desde maio de 2023. A quadrilha afirmava fazer parte de uma organização internacional com suposta sede na Califórnia para prometer vantagens financeiras fáceis.

Para aplicar os golpes, os suspeitos utilizavam números telefônicos estrangeiros e sites falsos com visual de fraternidade. As táticas de engano serviam para cobrar taxas de entrada no grupo em troca de supostos benefícios na vida profissional.

O pesadelo do cidadão começou ao notar a fraude e tentar o cancelamento da falsa união com o grupo. A quadrilha exigiu mais dinheiro sob ameaças de morte contra a família e promessas de vazamento de vídeos da vítima.

Rota do dinheiro nas corretoras e rastreio digital

As apurações identificaram as contas bancárias de destino do dinheiro cobrado das vítimas em reais. Os golpistas recebiam os valores em bancos comuns e transferiam as quantias para uma corretora internacional com foco em criptoativos.

A técnica tentava ocultar a origem do dinheiro através da compra de criptomoedas de amplo alcance. O cruzamento de chaves Pix e informações de perfis ajudou a desfazer o plano de fuga da quadrilha.

Além disso, os agentes utilizaram registros telefônicos e análise de fotos dos rostos para confirmar as identidades. Todo o esforço de busca em dados livres da internet conectou os indivíduos ao esquema de fraudes.

Apoio policial e alerta contra falsos retornos financeiros

Os trabalhos receberam auxílio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (Gaeco). Agentes da Polícia Civil do Estado de Rondônia (PCRO) também ajudaram no cumprimento das ordens dos juízes.

As autoridades de segurança emitiram um alerta para as pessoas sobre os perigos na internet com promessas fáceis. Os criminosos costumam inventar alianças com nomes famosos e prometer retornos irreais para induzir pagamentos das vítimas.

Os investigadores recomendam evitar o envio de dinheiro diante de pressões de pessoas estranhas no meio digital. As pessoas devem guardar os registros das conversas e buscar ajuda nas delegacias na primeira desconfiança de crime.

O cidadão de qualquer estado do país pode encaminhar denúncias parecidas para os canais de ouvidoria oficiais. O uso do bitcoin e de outros criptoativos para encobrir rastros continua no radar de todos para proteção da sociedade.

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Gustavo Bertolucci

Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

Autor:
Gustavo Bertolucci