Venezuela

Rumores dizem que Venezuela pode ter US$ 60 bilhões em Bitcoin

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Uma investigação feita pelo Whale Hunting afirma que a Venezuela pode cerca de US$ 60 bilhões em Bitcoin, o que seria equivalente a mais de 600 mil moedas. O artigo foi publicado no último sábado (3), logo após Nicolás Maduro ser capturado pelo governo americano.

A teoria aponta que US$ 40 bilhões estariam ligados a exportações de ouro realizadas em 2018, totalizando 73,2 toneladas, bem como pela venda de petróleo por criptomoedas nos últimos anos.

“Fontes familiarizadas com a operação descrevem um esforço sistemático para converter os lucros do ouro em criptomoedas por meio de intermediários turcos e emiradenses, e depois mover os ativos por mixers e carteiras frias fora do alcance da fiscalização ocidental”, aponta o artigo.

Na data, o Bitcoin estava cotado entre US$ 3.000 a US$ 10.000, o que significa uma valorização entre 840% a 3.000% ao longo desses oito anos.

Embora a matéria não cite, vale lembrar que o governo venezuelano lançou uma criptomoeda lastreada em petróleo naquele mesmo ano, bem como uma corretora de criptomoedas onde seus cidadãso podiam negociar Bitcoin, Litecoin, Dash e a própria Petro.

O governo encerrou tal corretora no início de 2024, convertendo saldos em bolívares.

Somado a isso, Maduro afirmou em 2020 que seu país estava usando Bitcoin e outras criptomoedas no comércio internacional, especificamente com Turquia (comprador do ouro da Venezuela) e Irã, para driblar as sanções americanas.

Na época também surgiram rumores que eles estariam minerando Bitcoin e outras criptomoedas secretamente, assim como fez o Butão por anos antes de aparecer como uma potência do setor.

Venezuela teria vendido ouro e petróleo para acumular Bitcoin, apontam rumores

Segundo o Whale Hunting, esses US$ 60 bilhões em bitcoins não teriam sido identificados on-chain, mas sim por inteligência humana.

O nome por trás dessa conversão de ouro seria Alex Saab, um colombiano naturalizado venezuelano que se tornou um informante do DEA, mas que ocupa o cargo de Ministro da Indústria e Produção Nacional da Venezuela desde sua soltura.

Outro nome apresentado é de David Rubio Gonzales, filho de Álvaro Pulido, acusado de lavar milhões para Maduro em uma rota onde o ouro entrava no Brasil e então era enviado para a Flórida, nos EUA, por avião.

A ideia, segundo os rumores, era converter o ouro pesado em algo mais fácil de ser armazenado e transportado: Bitcoin.

Portanto, a teoria aponta que as 73,2 toneladas de ouro exportadas pela Venezuela em 2018, então avaliadas em US$ 2,7 bilhões, foram convertidas na criptomoeda.

“A Venezuela começou a movimentar ouro de forma intensa em 2018, quando o Bitcoin era negociado entre US$ 3.000 e US$ 10.000”, escreveu o Whale Hunting. “Quando o preço atingiu o pico de US$ 69.000 em novembro de 2021, quaisquer reservas acumuladas nesses primeiros anos haviam se multiplicado por um fator de sete a vinte.”

“Se o regime converteu apenas US$ 3 bilhões em lucros do ouro para Bitcoin a um preço médio de US$ 5.000, essas reservas valeriam hoje US$ 40 bilhões.”

Os outros US$ 20 bilhões estariam ligados a operações da PDVSA (Petróleos da Venezuela S.A.) que estava trabalhando com criptomoedas para driblas as sanções dos EUA.

Segundo o Whale Hunting, 80% da receita da petrolífera já girava em USDT em dezembro de 2025 e a Tether congelou somente 41 dessas carteiras, totalizando US$ 119 milhões confiscados.

Álvaro Pulido e Alex Saab aparecem como acusados de desviar bilhões de dólares dessas operações.

Com quem estariam esses 600 mil bitcoins da Venezuela caso eles existam?

Citando Zair Mundaray, ex-promotor venezuelano que investigou Alex Saab, o artigo aponta que Saab se tornou o “garantidor da fortuna de Maduro”, espalhando o dinheiro do ditador entre diversos ativos e países para garantir uma vida de luxo por diversas gerações.

Saab foi preso em 2020 em Cabo Verde e foi então extraditado para os EUA no ano seguinte. Já em dezembro de 2023, após cooperar com o governo americano, foi liberado pelo então presidente Joe Biden em uma troca de prisioneiros. Semanas depois ele assumiu um cargo de Ministro no governo venezuelano.

A principal pergunta feita pelo Whale Hunting é quem estaria sob controle das chaves privadas desses mais de 600 mil bitcoins caso eles existam.

Uma das hipóteses levantadas é que o acesso pode estar dividido entre várias pessoas, algo projetado justamente caso Maduro fosse capturado. No entanto, o artigo também cita um “advogado suíço” descrito por suas fontes.

Os nomes de Alex Saab e David Rubio Gonzales aparecem novamente, ao menos como pessoas que podem saber mais informações sobre quem controlaria essa possível fortuna em Bitcoin.

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Henrique HK

Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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Henrique HK